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25/08/2017

Ações e Projetos de INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS PAISES SUL AMERICANOS

Ações e Projetos de

INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS PAISES SUL AMERICANOS

Darci Zanotelli

1989 - 2016

INTRODUÇÃO

São Miguel do Oeste e Misiones firmam-se como pólo de integração capaz de desenvolver ações que a colocam na vanguarda da integração internacional.

Atendendo ao clamor dos novos tempos, fomos buscar na prática mais do que na teoria os meios de tornar nossa região altamente influente no gestionamento de oportunidades para aproximar os Países Sul Americano, Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia e Peru, especialmente as Regiões com as quais esta profundamente ligada, não apenas comercialmente, mas também no âmbito cultural, educativo e esportivo, gerando novas oportunidades.

São Miguel do Oeste e Misiones foram pioneiras, em todos os sentidos, no cruzar divisas, no derrubar muros, no sobrepor regimes, cruzar montanhas, unir o Oceano Atlântico ao Pacifico e construir pontes não apenas os de passagem físicas, mais ainda, pontes de integração como poderemos constatar a seguir.

OBJETIVOS

COMISSÃO BI-NACIONAL BRASIL ARGENTINA

PONTE INTERNACIONAL PEPERI-GUAÇU

Tem como objetivo principal desenvolvimento e inserção das Regiões do Sul do Brasil em especial Oeste de Santa Catarina com Argentina, Paraguai e Chile, Bolívia e Peru em especial a Província de Misiones AR., no contexto Internacional, do ponto de vista competitivo, desenvolvendo o comércio exterior na busca de novos mercados mediante articulação de eixos de comunicação, encurtando distancias e reduzindo custos, como também a Integração Social, Cultural, Educacional, como mecanismo para promovermos o Desenvolvimento Econômico e Social das Regiões partes.

EXPLICAÇÃO DO ROTEIRO

A seguir demonstraremos alguns tópicos que consideramos importantes e que tem colocado São Miguel do Oeste SC e a Província de Misiones na vanguarda, dentro do grande projeto de integração regional.

O Mercosul tem no âmbito do Projeto de Integração um grande aliado que vem dando prova de seu emprenho e capacidade de fazer acontecer as coisas – São Miguel do Oeste e Misiones.

Entre tantas coisas é necessário mencionar o denodo e desprendimento em favor da causa que algumas pessoas e setores têm dedicado, suas horas e seu trabalho em beneficio da causa da Integração e da intenção de colocar São Miguel do Oeste e Misiones à frente de todo este processo.

Muitos outros feitos, contatos e acordos nasceram destas atividades. Esta comissão liderada pelo sue Presidente respondeu ao clamor de um novo tempo a partir do primeiro momento da concepção do Mercosul. Não cruzou seus braços nem esperou de cima a orientação de seus caminhos.

DARCI ZANOTELLI

Presidente Comissão Bi-nacional BR/AR

Presidente da ABITUR Associação Binacional de Turismo BR/AR

1 – UM VELHO SONHO A MAIS DE QUARENTA ANOS:

Talvez um dos maiores feitos já realizados com capacidade e diretrizes próprias foi este empreendimento. Velho sonho dos antepassados, viu o tempo tornar-se realidades somente em 1989 graças ao empenho do Prefeito de São Miguel do Oeste José Carlos Zandavalli Fiorini, Presidente Darci Zanotelli e dos empresários de nossa cidade, Governo de Misiones e Empresários de San Pedro e Posadas. Porém entre tantos percalços é preciso mencionar as muitas vitórias conquistadas no andamento do projeto.

Foto de São Miguel do Oeste/SC (década de 50)

2 – PREFEITO RENUNCIA MANDATO:

Em 1959 foi eleito para chefiar o executivo de São Miguel do Oeste Avelino de Bona. Segundo Prefeito eleito pelo voto popular na historia de São Miguel do Oeste, o mesmo renunciou o mandato, e os motivos que o levaram a deixar o poder executivo até os dias de hoje não foram esclarecidos para opinião publica. Os registros dizem que o Sr. Avelino De Bona teria renunciado por razões particulares, fonte: www. smo.com.br/smoeste/historia. De Bona foi substituído por Leolino João Baldissera e Alexandre Castelli, que concluíram o mandato.

Procuramos saber qual o real motivo que levaram o prefeito Avelino a renuciar o mandato,buscamos informações junto aos políticos e pessoas que vivnciaram este periudo político de São Miguel do Oeste.

1°- Por Motivos Particulares (fonte SMO - Publicado no site dos Prefeitos SMO).

2°- Apôs varias denuncias que o Chefe de obras, Odilon de Oliveira, estaria gastando dinheiro publico em beneficio próprio, foi feita uma auditoria e esta constatou que o secretario usava dinheiro publico para compras particulares (fonte: Sr. Luiz Basso, em 2007).

3°- O Sr. Avelino De Bona acompanhado de amigos teria indo visitar um madeireiro

na Municipalidad de San Pedro, Província de Misiones, a 20 km da divisa do Brasil. O caminho percorrido na época foi de São Miguel do Oeste, pela Estrada da Madeira até

a Divisa com Argentino no Passo da Cebola, esta passagem ficava localizada próxima

a Ponte Internacional Peperi Guaçu, logo a baixo. (Esta passagem fronteira marcou época na historia, teve muitos vencedores e perdedores, mas o prejuízo maior forma as

pessoas que ali perderam sua vida no cumprimento do dever e outros por fazerem as leis pelas suas próprias mãos. Isso ocorreu na década de 50 e 60, com o contrabando de produtos e mercadorias, como banha, pinhão, pneus, farinha, azeite, sabão, sabonetes, bolachas, açúcar e o produto preferido dos Argentinos na época era o pinhão).Quando do retorno do Prefeito Avelino a S.Miguel do Oeste, teria ele sido procurado por pessoas influente no Município que não teriam gostado da idéia, sugeriram que o Prefeito renunciasse o cargo ou casso contrario eles tomariam outras providencias, entre elas, tomariam o Registro de Imóveis que já pertencia ao Sr. Avelino e o mesmo pertence a Família até os dias de hoje. ( Informações que obtive durante uma conversa longa com o Sr. Iraci Lichessi no seu escritório em 1996).

Mas também é verdade que poucas pessoas sabem o que realmente aconteceu.

Mas o que mais me chamou atenção foi as informação que o Sr. Rui Luchesi me contou pessoalmente com detalhes os fatos e me mostrou muitas fotos da época, sobre a colonização desta Região em especial São Miguel do Oeste, Bandeirante, Romelandia, Guaraciaba, em uma das minhas visitas no seu escritório. (fonte:Sr.Rui Luchessi 1996)

Informação esta que vem comprovar a tese de uma frase utilizado em 1989, pelo Ex Prefeito José Carlos Zandavalli Fiorini, quando da Construção da Ponte que dizia o seguinte: “UM SONHO A MAIS DE QUARENTA ANOS TRANSFORMANDOSE EM REALIDADE”.

Coincidência ou não, tem muito haver com a idéia do Ex-Prefeito Avelino De Bona que na nossa visão ele teve a melhor das suas intenções, visando o Desenvolvimento e o futuro de São Miguel do Oeste, talvez naquele momento tenha faltado a “UNIÃO DAS FORÇAS VIVAS DE SÃO MIGUEL DO OESTE”.

Faço esta observação para que no presente nos sirvamos das experiências do passado, e dizer que vale a pena contribuirmos com as causas comuns que proporcione o desenvolvimento e ganhos para todos, como exemplo podemos dizer um dos fatos reais a Ponte Internacional Peperi-Guaçu.

É difícil dizermos ou querermos comparar como poderia ser São Miguel do Oeste hoje, se no passado mais pessoas teriam pensado no seu futuro e não só no seu próprio negocio Principalmente os políticos e os empresários influentes da época

Foto de São Miguel do Oeste/SC (nevasca de 1957)

3 - ESTRADAS DA MADEIRA:

Muitas pessoas ouviram falar nos anos sessenta da “ESTRADA DA MADEIRA” que faria a ligação de São Miguel do Oeste ao então conhecido Passo da Cebola, que ficava próximo do local onde esta construída a Ponte Internacional. Peperi-guaçu. O Governo Estadual destinou recursos para a construção da Estrada da Madeira duas vezes, na década de sessenta, com objetivo de contribuir com um dos municípios que mais crescia da década de sessenta em Santa Catarina, sua área territorial era tomada por pinhais nativos, madeira nobre e de fácil extração e comercialização, foi por muitos anos a principal fonte de renda da região e esta era comercializada no Rio Grande do Sul e em Buenos Aires Argentina, a exploração de forma desordenada fez com que a região de alta produtora de madeira nativa em especial de pinho em apenas trinta anos

Foto de São Miguel do Oeste/SC 1952

Foto do meio de transporte de madeira pelo Rio Uruguai nos anos 1950 a 1960

Não tivéssemos mais pinheiro e nem outras espécies de madeira nativa, prevaleceu o interesse econômico dos exploradores que aqui se instalaram e nunca se preocuparam em plantar uma arvore para o futuro, mesmo na década de setenta e oitenta tivemos um programa de reflorestamento obrigatório, mas a fiscalização ineficaz da época, os madeireiros se utilizavam de empresas fantasmas e outras que somente vendiam o projeto e não o executavam forma extraído tudo o que podiam e nada deixaram de beneficio para esta região do Oeste, ninguém foi punido pela irregularidade nem mesmo as empresas que eram credenciadas para a execução dos projetos que nunca forma executados na pratica.

Da mesma forma e por motivos não esclarecidos pelos até hoje a Estrada da Madeira também não saio do papel, o dinheiro simplesmente sumiu ou talvez tenha sido perdido no caminho, isso nos faz refletir, voltar no tempo e pensarmos se esta obra teria sido realizada, nós habitantes hoje desta cidade e região quem sabe poderíamos ser uma cidade representativa do no estado, como foi nos anos sessenta, onde tínhamos uma das melhores indústrias de óleo de soja, o melhor boliche de Santa Catarina e se construíam a medias de 3 a 5 casas por dia, mas os nossos governantes priorizaram seus interesse particulares e políticos acima dos interesse regionais e locais.

Talvez, naquele momento também tenha faltado a “UNIÃO DAS FORÇAS VIVAS REGIONAIS”.

Foto de São Miguel do Oeste/SC 1966

(....OBJETIVOS DA ESTRADA DA MADEIRA...Alcançar o rio Parná para levar a madeira de pinho para Buenos Aires, pois o Rio Paraná possibilitava a decida das balsas de madeira o onotodo......Darci)

( OBJETIVOS DA ESTRADA DA MADEIRA)

O objetivo da Estrada da Madeira era para alcançar o Rio Paraná no porto Piraí, Província de Missiones, AR, para levar a madeira extraída no Oeste de Santa Catariana através do Rio Paraná que tinha navegação o ano todo, assim as jangadas de toras de madeira poderiam chegar a Buenos Aires com menor tempo e menos risco aos tripulantes, do Rio Uruguai que impossibilitava o transporte em até seis meses durante o ano, os comerciantes tinham que esperar por cheias do rio Uruguai, para iniciarem sua longa e perigosa viagem com enormes jangadas de torras de madeira ate a grande Buenos Aires.

4 - COMISSÃO MISTA INTERNACIONAL:

Durante este encontro sentiu-se a necessidade de dar uma gerência autônoma aos trabalhos, bem como permitir maior agilização e mesmo deslocamento nas atividades pretendidas. Neste intuito constituiu-se, de comum acordo, uma Comissão Mista Internacional, composta por Empresários de SMOeste e de San Pedro – AR, com dezesseis membros integrantes: Oito Argentinos e Oito SMOeste. Os Migueloestinos foram: Sr. Alfredo Spier, Sr. Àurio Messer, Sr. Darci Zanotelli, Sr. Edi Bagetti, Sr. Erni Assenheiner, Sr. João Carlos Gambatto, Sr. Jacinto Valar e Sr. Luiz Basso.

A comissão

ficou assim constituída quanto a sua organização administrativa:

1º Presidente: Sr. Basílio Domanski;(AR)

2º Presidente: Darci Zanotelli;(BR)

1º Secretário: Sr. Alfredo Spier;(BR)

2º Secretário: Sr. Pedro Guerra;(AR)

Além da Comissão Mista, foram formadas as comissões técnicas (cinco engenheiros). São Miguel apresentou a Comissão de Promoções, da qual participaram mais de setenta empresários. A Comissão Técnica de São Miguel foi constituída pelo Sr. Vilmo Gaspodini (falecido), Vitório A. Bolf, Amadeu Bertual, Astor Kist e Jair Scussel.

Duas condições básicas exigidas pelo Presidente Darci Zanotelli, e ambas foram acertadas para o bom desempenho dos trabalhos da Comissão Mista:

1) Não ao envolvimento de partidos Político-Partidário no projeto ( sem cor partidária e não explorável em palanque políticos).

2) Início imediato das obras.

Quando fomos convidados para assumir a presidências da Comissão pelo Brasil procuramos nos inteirar sobre todas as tratativas e objetivos da construção da Ponte Internacional

Em 1976 o então Presidente Alfonsin, declarou de interesse Nacional a ligação física entre San Pedro (porto Rosales)AR com São Miguel do Oeste.

Os Prefeitos e entidades que estavam envolvidas com a idéia nos informaram que objetivo era de construir uma passagem sobe o rio peperi-guaçu, com altura de um e no máximo de três metros de altura, mesmo que em certos dias chuvosos a mesma teria que ser fechada para a travessia e com custo baixíssimo, pois o mais importante erra possibilitar que pudéssemos ir a San Pedro e estes pudessem virem a São Miguel do Oeste com finalidades culturais,sociais esportivas e econômica.

Após ter conhecimento sobre os objetivos nós procuramos agir imediatamente na elaboração de um projeto audacioso e FUTURISTA, fiz um levantamento sobre as ligações físicas existentes entre Brasil e Argentina tínhamos somente duas Uruguaiana e Foz do Iguaçu. Numa segunda etapa procurei ver as distancias geográficas entre São Paulo e Buenos Aires e com o Chile pois este eram os principais destinos dos transportadores que se utilizavam destes caminhos.

Elaborei um mapa geográfico dos paises do sul da América do Sul, nele projetei duas alternativas de Corredores Bi-Oceanicos através da passagem pela Ponte Internacional Peperi-Guaçu.

1° Um novo traçado alternativo com menor distancia para chegarmos ao Pacifico, caminho projetado pelo oeste de Santa Catarina, Norte Argentino e norte Chileno.

2° Utilizando parte dos já caminhos existentes, passando pelo Oeste de Santa Catarina, Ponte Peperi-guaçu, ruta 14 ate Buenos Aires e Chile.

Visualizando o relacionamento comercial econômico e político entre Brasil e Argentina e acreditando também que o Chile vira a ser um grande parceiro, não tive duvidas em transformar a Idea de uma simples passagem da Ponte Pperi-Guaçu em um Futuro CORREDOR DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO entre si e através dos porto no Oceano Atlântico e Pacifico.

Levei ao conhecimento da Comissão e dos Governo de Misiones, San Pedro e São Miguel do Oeste, que aminha decisão já estava tomada sobre os objetivos da construção da Ponte que seria ligação física na historia do Brasil e Argentina. Apresentei o novo projeto da ponte, com 9.20 cm de altura, e em condições para trafego de veículos pesados visualizando o futuro e o desenvolvimento dos paises.

Mas a certeza e determinação que tive naquele momento fizeram com que todos de uma forma ou de outra contribuíssem para que pudéssemos transformar em realidade o nosso projeto.

Membros da Comissão Mista Internacional 1989

5 - FORMALIZAÇÕES DO ACORDO PARA CONSTRUÇÃO DA

PONTE INTERNACIONAL

Era notória, já a quarenta anos, a vontade de uma ligação por via terrestre com a Argentina. Neste sentido São Miguel do Oeste através do Sr. Prefeito José Fiorini enceta uma rodada de negociações e conversações com os Governos Provincial e Municipal da Argentina (Misiones e San Pedro). Prefeitos e Governadores envolvidos resolveram formalizar acordo para inicio das obras. São Miguel vai com comitiva integrada pela Associação Comercial e Industrial – ACISMO

Foto da Reunião Ministerial para elaboração do Acordo Bi-lateral Misiones/S.Catarina.no palácio do Gov. de Misiones 1989

Foto da Assinatura do acordo pelos Goverds Julio César Humada -Misiones e Casildo Maldaner- S. Catarina.no Palácio do

Gov da Provincia de Misiones em Posadas 1989

Foto de Membros da Comissão e empresário de São Miguel Oeste/SC e San Pedro/Misiones, em frente o Palácio do Governo

de Misiones após a assinatura do acordo em 1989.

6 - LANÇAMENTOS DA PEDRA FUNDAMENTAL PARA

CONSTRUÇÕES DA PONTE INTERNACIONAL PEPERI-GUAÇU:

Tudo acertado e após de uma série de reuniões preparatórias e de Campanhas e de aquisição do material a fim de suprir o canteiro de obras, foi marcada uma grande festa de confraternização para o Lançamento da Pedra Fundamental. Nesta festa oferecemos gratuitamente um churrasco para mais de 1.600 pessoas, as quais foram convidadas também a colaborar na construção com o que desejassem de livre espontânea vontade de cada um.

Foto do Churrasco que foi servido gratuitamente pela Comissão no Lançamento da pedra Fundamental da Construção da

Ponte Internacional Peperi-Guacu, foi assado 1.800 kg de carne 1989.

Foto do Almoço - Festa de lançamento da pedra fundamental da Ponte 1989

7 - REDE TRIFÁSICA:

Entre todos os pontos necessários para a estruturação do canteiro de obras era de capital importância a Eletricidade. Fazia-se necessário a instalação de Rede Trifásica ligando Paraíso a Ponte Internacional, foram construídos 5.000 mtrs. de rede trifásica, foi obtido com a valiosa cooperação das empresas: Rádio Luz, A.S.Junior e Celesc de São Miguel do Oeste e Nilvo Burin de Descanso.

Foto da implantação 5 km de rede trifásica e uma tore para telefonia 1989

8 - TELEFONE:

As distancias entre a obras e São Miguel e mesmo San Pedro – (AR) eram grandes e a falta de comunicação fez com que o Presidente da Comissão Bi-Nacional reivindicasse junto a Telesc, a instalação de uma linha telefônica junto ao canteiro de obra, coisa que no período não era tão simples pois o Distrito de Paraíso que estava gestionando na época a sua emancipação política, contava somente com um telefone publico.

Durante as tratativas par a instalação telefônica, o Exercito 14° RCMEC de São Miguel do Oeste na pessoa do seu Comandante nós solicitou se sabíamos qual os tipos de comunicação existentes na fronteira do lado Argentino e suas projeção para os próximos 10. Pois o Exercito Brasileiro não tenha conhecimento sobre o meio de comunicação e nem as estratégicas futuras da Argentina. Não possuíamos estas informações, mas como o Comandante nos prometeu em nós ajudar na instalação do Telefone junto ao canteiro de obra, fui como Presidente da Comissão solicitar Gendarmeria Nacional Argentina as informações que nós foi solicitado, fomos prontamente atendidos, pois tratava se de uma troca de informações Militares por ajuda. Após 60 dias da solicitação conseguimos inaugurar a comunicação junto a obra, o que foi conseguido sem custo e permanece até hoje no local. com apóio da Prefeitura Municipal de S.Miguel do Oeste e do Deputado Estadual Luis Basso.

9 - INÍCIO DOS TRABALHOS:

O inicio da construção deu-se no dia 13 de janeiro de 1990. Convocamos os membros das comissões técnicos dos dois paises, para reunião de trabalho com objetivo de definir o local da construção da ponte, após estudos técnicos ficou de comum acordo escolhido o local onde seria construída a ponte.

O governo da Província de Misiones já avia se prontificado para elaboração do projeto da ponte, que seria chefiado pelo Engenheiro Carlos Wasilcow da Vialidad Provincial que prestou um relevante serviço para que esta obro pudesse ser realizada. A elaboração do projeto foi bastante rápida, pois já avia dois pré estudos da obra, só foi necessário fazer a adequação do projeto, em menos de uma semana nos conseguimos iniciar os trabalhos da construção que teve como engenheiro responsável

Eng. Wilmo Gaspodini com supervisão e acompanhamento do Eng.. Bello da Vialida Nacional e Eng. Carlos Wasilow da Vialida Provincial, e os mesmos foram assistidos por nós do inicio ao finda da construção da ponte.

Foto Presidente da Comissão acompanhado de Técnicos e Engenheiros Argentinos e Brasileiros, demarcando o local da

construção da Ponte em 1989.

Foto da construção da primeiro sapata (fudações) da ponte lado Argentino janeiro 1990

Foto do Inicio da construção da fundações da Ponte em fevereiro 1990 obras da ponte.

10 - CORREDOR RODOVIARIO DE INTEGRAÇÃO BI- OCEANICO:

Desde 1990 pleiteia-se através da Comissão o prolongamento de BR-282 ligando São Miguel do Oeste á Ponte Internacional Peperi-Guaçú passando por Paraíso, bem como a adequação da mesma em toda a sua extensão, para futuro Corredor de Exportação. Esta tem sido a visão do Presidente da Comissão Sr. Darci Zanotelli, dês da sua posse, unir fisicamente São Miguel do Oeste a San Pedro sim, mas com visão futurista e colocou como seu objetivo principal de unir os dois Oceanos, Atlântico e Pacífico entre Santa Catarina, Misiones, Corrrientes, Chaco, San Tiago Del Estero, Salta, Jujuy e Antofogasta e Iquique no Chile,

Com esta visão trabalhou incessantemente com todos os Órgãos Federais, Estadual, ,Provincial e Políticos para conscientizá-los da importância de uma nova Rota Alternativa Corredor Rodoviário de Integração Bi-oceanico, com objetivos claros de Integrar para proporcionar o crescimento das regiões, fortalecendo os setores produtivos com a redução nos custos de transporte e em especial ganho de tempo nas importações e exortações ao Norte dos EEU,Canadá e Ásia.

Também foi elaborado o mapa do novo traçado do Corredor Rodoviário de Integração Bi-Oceânico ,em janeiro de 1990, de autoria do Sr. Darci Zanotelli. Na época não existia mapas rodoviários com ligações entre Brasil, Argentina e nem Argentina com o Chile, somente a avia mapas geopolíticos. O motivo era para proteger a soberania e a segurança entre os países, pois vivíamos ainda um período recente dos regimes militares de incertezas e divergências política;

Brasil, ditadura militar nos anos de (1964-1985) O final do governo militar de 1964 culminou com a hiperinflação, e grande parte das obras paralisadas pelos sertões do Brasil. Devido ao sistema de medição e pagamento estatal, as empreiteiras abandonaram as construções, máquinas, equipamentos e edificações. Em 8 de maio de 1985, o congresso nacional aprovou emenda constitucional que acabava com alguns vestígios da ditadura. Algumas das medidas aprovadas: Por 458 votos na câmara e 62 no senado foi aprovada a eleição direta para presidente (mas em dois turnos); Com apenas 32 votos contra na câmara e 2 no senado, foi aprovado o direito ao voto para os analfabetos; Os partidos comunistas deixaram de ser proibidos; Os prefeitos de capitais, estâncias hidrominerais e municípios considerados de segurança nacional voltariam a ser eleitos diretamente; O Distrito Federal passou a ser representado no Congresso Nacional por três senadores e oito deputados federais;Acabou com a fidelidade partidária; Finalmente em 28 de junho, Sarney enviou a emenda constitucional que convocava a Assembleia Nacional constituinte, que foi aprovada em 22 de novembro (Emenda Constitucional 26). Na verdade, por uma conveniência política, a Constituinte seria composta pelos mesmos deputados legisladores. Eleita em 15 de novembro de 1986 e empossada em 1 de fevereiro de 1987, a constituinte funcionou até 5 de outubro de 1988 quando foi promulgada a Constituição. O movimento Diretas Já foi precedido pelo movimento estudantil, pela campanha da anistia, pelas greves do ABC paulista, pela fundação da CUT, entre outros eventos. A Ditadura estava sob o ataque de inúmeros setores da sociedade e eram sensíveis os sinais de impotência diante da contestação. Esta era exercida por toda a população, pela comunidade internacional, pela imprensa internacional e pelas organizações de Direitos humanos. As denúncias de torturas, assassinatos, e principalmente a impunidade dos agentes que praticavam estes atos, estavam cada vez mais aparecendo na mídia internacional. Ou a ditadura cedia, ou iria acabar acontecendo uma grande tragédia econômica e social no Brasil.

Argentina, ditadura militar no período de (1966-1973) e (1976-1983), Na Argentina aconteceram seis golpes de estado durante o século XX, em 1930, 1943, 1955, 1962, 1966 e 1976. Os quatro primeiros estabeleceram ditaduras provisórias enquanto os dois últimos estabeleceram ditaduras de tipo permanente segundo o modelo de estado burocrático-autoritário. O último levou a cabo uma guerra suja na linha do terrorismo de Estado, no que foram violados massivamente os direitos humanos, com dezenas de milheiros de desaparecidos. Nos 53 anos que transcorreram desde o primeiro golpe de estado em 1930, até cair a última ditadura em 1983, os militares governaram 25 anos, impondo 14 ditadores com o título de «presidente», um cada 1,7 anos. Nesse período todas as experiências de governo eleitas democraticamente (radicais, peronistas e radical-desenvolvistas) foram interrompidas mediante golpes de estado. Em 24 de março de 1976 uma nova sublevação militar derrocou a Presidenta María Estela Martínez de Perón instalando uma ditadura de tipo permanente (Estado burocrático autoritário) autodenominada «Processo de Reorganização Nacional», governada por uma Junta Militar integrada por três militares, um por cada força. Pela sua vez a Junta Militar escolhia um funcionário público com o título de «presidente», com funções executivas e legislativas. Assim como a ditadura anterior, a Junta Militar sancionou em 1976 um Estatuto e duas Atas de caráter complementar com hierarquia jurídica superior à Constituição. O Processo foi governado por quatro juntas militares sucessivas: De 1976-1980: Jorge Rafael Videla, Emilio Eduardo Massera e Orlando Ramón Agosti; De 1980-1981: Roberto Eduardo Viola, Armando Lambruschini, Omar Domingo Rubens Graffigna; De 1981-1982: Leopoldo Fortunato Galtieri, Basilio Lami Dozo e Jorge Isaac Anaya; e de 1982-1983: Cristino Nicolaides, Rubén Franco, Augusto Jorge Hughes. Em cada uma destas etapas, as juntas designaram como «presidentes» de fato a Jorge Rafael Videla, Roberto Eduardo Viola, Leopoldo Fortunato Galtieri e Reynaldo Benito Bignone respectivamente, todos eles integrantes do Exército. Bignone, foi o único "presidente" que não pertenceu à junta. O «Processo de Reorganização Nacional» levou adiante uma guerra suja na linha do terrorismo de Estado que violou massivamente os direitos humanos e causou o desaparecimento de dezenas de milheiros de opositores.Internacionalmente, a ditadura argentina e a violação de direitos humanos contou com o apoio ativo do governo dos Estados Unidos (salvo durante a administração de James Carter) e a tolerância dos países europeus, a União Soviética e a Igreja Católica, sem cuja inação dificilmente se podia suster. Assim mesmo, nesse momento instalaram-se com apoio norte-americano ditaduras militares em todos os países do Cone Sul da América (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) que coordenaram entre si e com os Estados Unidos a repressão, por meio de uma organização terrorista internacional denominada operação Condor. Em matéria econômica, a ditadura entregou formalmente os ministérios econômicos às associações empresárias mais conservadoras que impulsionaram uma política econômica abertamente desindustrializadora e neoliberal, com máxima expansão de uma dívida externa contraída de maneira fraudulenta e mediante mecanismos de corrupção, para benefício do setor privado: O Ministério de Economia a José Alfredo Martínez de Fouce, presidente do Conselho Empresario Argentino (CEA). A Secretaria de Pecuária à Sociedade Rural Argentina, representada por Jorge Zorreguieta (o pai de Máxima Zorreguieta, princesa de Holanda). O Banco Central à Associação de Bancos Privados de Capital Argentino (ADEBA).Em 1982 o governo militar empreendeu a Guerra de Malvinas contra o Reino Unido, num acontecimento sobre o qual seguem muito obscuras as causas desencadeantes. A derrota infligida provocou a queda da terceira junta militar e meses mais tarde a quarta junta convocou eleições para 30 de outubro de 1983, nas quais triunfou o candidato da União Cívica Radical, Raúl Alfonsín, quem assumiu em 10 de dezembro de 1983. Os chefes militares foram ajuizados e condenados, e muitos de eles levados a prisão, em complexos processos que se estenderam no tempo. A ditadura militar chamada «Processo de Reorganização Nacional» foi a última. Se bem que entre 1987 e 1990 ocorreram várias insurreições militares, denominadas carapintadas, nenhuma delas conseguiu derrocar os governos democráticos.

Paraguai ditadura militar no período de (1954-1989), Governo StroessnerEm maio de 1954, o comandante do exército, general Alfredo Stroessner, tomou o poder, Stroessner fez-se eleger presidente nesse ano e foi reeleito em 1958, 1963, 1973, 1978, 1983 e 1988. Para cada eleição, suspendeu-se por um dia o estado de sítio. Stroessner garantiu seu regime exilando os líderes democráticos, cercando-se de áulicos e controlando diretamente as forças armadas. Aos apelos da Igreja em favor dos presos políticos, reagiu expulsando do país vários sacerdotes. No campo econômico, o Paraguai foi marcado por contrabando e pela inauguração da usina hidrelétrica de Itaipu, um projeto conjunto entre Brasil e Paraguai. Stroessner foi deposto em 3 de fevereiro de 1989 em golpe liderado pelo general Andrés Rodríguez que deixou dezenas de mortos. Empossado na presidência, Rodríguez levantou a censura à imprensa, autorizou a volta dos exilados, legalizou organizações políticas, que estavam proibidas e convocou eleições. A 1º de maio, foi eleito presidente. Em 1991, assinou, em Assunção, junto com os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai, o tratado de criação do mercado Comum do Sul (Mercosul). Nas eleições presidenciais e legislativas de 9 de maio de 1993, ganhou Juan Carlos Wasmosy, que tomou posse na presidência em 15 de agosto do mesmo ano.

Chile, ditadura militar nos anos de (1973-1990) Regime Militar é o período da História do Chile compreendido desde o dia 11 de setembro de 1973, quando os comandantes em chefe das Forças Armadas e o general diretor de Carabineiros do Chile deram um golpe de Estado e depuseram o governo do presidente Salvador Allende, até o 11 de março de 1990, quando Augusto Pinochet entregou o poder ao presidente eleito nas eleições, efetuadas no o Chile sofreu uma importante transformação econômica, política e social, para a vez que se cometeram sistemáticas violações aos direitos humanos. Políticamente, o regime se caracterizou por um modelo autoritário de governo. Em 11 de setembro de 1973, um golpe de Estado ao mando dos comandantes das Forças Armadas, terminou com o mandato do presidente Salvador Allende. Tropas do exército e aviões da Força Aérea atacaram o Palácio de La Moneda, a sede de governo, onde Allende se suicidou antes de que as tropas militares ingressaram ao Palácio. Ao comeco do fim de 1974 foi criada oficialmente a DINA (Direção de Inteligência Nacional) pelo decreto lei N° 521 (ainda funcionava de fato desde fins de 1973). Esta Direção ficou a cargo do tenente coronel de engenheiros Manuel Contreras. A DINA tinha faculdades para deter e confinar pessoas em seus centros operativos durante os estados de exceção. Como estes estados duraram quase toda a ditadura, a DINA teve estas faculdades durante toda sua existência. Esta organização teve a tarefa de enfrentar-se a um inimigo que, de acordo a visão política da Junta Militar, era a sedição marxista. Treinados na Escuela de las Américas, os agentes da DINA iniciaram uma campanha de repressão, focalizado principalmente no GAP (Grupo de Amigos Pessoais de Allende, sua guarda pessoal) com sesenta mortos, o MIR (Movimento de Esquerda Revolucionario) com 400, o Partido Socialista do Chile com 400 e o Partido Comunista do Chile com 350. A DINA empregou o seqüestro, a tortura e o assassinato. Tinha também agentes internacionais, sendo o mais destacado o estadunidense Michael Townley, quem assassinou a Carlos Prats em Buenos Aires e a Orlando Letelier em Washington DC. Seu outro dispositivo internacional era a Operação Condor, de cooperação entre os diversos organismos de contra - insurgência das ditaduras latino americanas, com o objetivo de conter qualquer elemento de esquerda política. Apenas se detinha seu funcionamento ao ser substituída pela CNI (Central Nacional de Informações), e Contreras por Odlanier Mena. Desde 1993 processado pela justiça após o fim da ditadura militar, com condenações anteriores que chegaram a sete anos de prisão domiciliar, Manuel Contreras, o temido chefe da DINA, foi condenado à prisão perpétua em junho de 2008 como mandante do assassinato do general Prats e sua esposa em Buenos Aires, em 1974. Em 1 de setembro de 2009, a justiça chilena expediu ordem de prisão a 120 militares e ex-agentes do serviço secreto chileno, por atentados contra os direitos humanos acontecidos no governo Pinochet, entre eles, Contreras, já preso, referente a casos de assassinatos e desaparecimentos de cidadãos chilenos e estrangeiros durante a Operação Condor. ( nos de abertura dos regimes de ditaduras e democracia pois vivíamos num momento onde tínhamos três regimes distintos,)........

Foto do Mapa da América do Sul com o projeto do corredor Rodoviário de Integração Bi-oceanico 1990, obra de arte Darci

Zanotelli

Foto do Mapa demarcado com o planejamento de ações e trabalho do Presidente da Comissão Darci Zanotelli a partir de janeiro de 1990.

11 – RUTA 22:

Em março de 1990, o Sr. Darci Zanotelli, realizou uma reunião com os Presidentes dos Partidos Políticos, na Câmara dos Deputados da Província de Misiones, e obteve-se parecer favorável da Câmara dos Deputados Provinciais de Misiones (AR), uma declaração de interesse Província, o projeto para construção da Ruta 22 ligando San Pedro (AR) até a Ponte Internacional Peperi-Guaçú. Desde 1990 aguardando a início das obras.

Foto da Ruta Provincial 22 – Província de Misiones AR., a 5 km da fronteira 1989

12 - PARTICIPAÇÃO DOS GOVERNOS NA OBRA:

A participação dos Governos Federais Brasileiro e Argentino nas obras se deu com a participação política e com técnica envolvendo os seguintes Ministérios: Relações Exteriores, Fazenda, Transportes, Marinha, Agricultura, e Meio Anbiente, e órgãos

federais, DNR, Vialidade Nacional, Exercito e Gendarmeria Nacional, Policia Federal, Receita Federal, Imigração, Sistema aduaneiro.

Em março de 1990, foi criado pelos dois Governos, Brasileiro e Argentino um Grupo ADOC DE TRABALHO, com objetivo de orientar e fazer o acompanhamento da obra, atendendo as normas técnicas de engenharia internacionais.

Tivemos a orientação e aprovação dos técnicos nos projetos de engenharia e na execução por parte do Governo Federal Argentino e Provincial.

O mesmo não ocorreu por parte do representante do DNER Eng Desideri que pouco acompanhou a obra alem de ter colocado duvidas sobre os seus colegas Brasileiros e Argentinos que a acompanharam todo a construção.

Durante uma reunião do Grupo ADOC de Trabalho realizada na cidade de Porto Iguaçu/Misiones, para tratar de assuntos ambientais e técnicos, o Eng. Desideri comentou comigo no hotel em Foz do Iguaçu onde estávamos hospedados, que possivelmente iria solicitar na reunião que alem dos testes de resistência da ponte, mais alguns outros testes, mas deixou claro que isso poderia ser resolvido de uma forma mais fácil com $ 20,000,00 dólares.

Eu prontamente responde a ele que tal procedimento não faz parte da nossa conduta pessoal e profissional, não importaria quanto isso iria custar mas faríamos tudo o que nos fosse solicitado pelo Grupo ADOC de Trabalho, nos encaminhamos para Porto Iguaçu, no Hotel Cataratas local da reunião, os amigos Argentinos já nos aguardavam, para o inicio dos trabalhos.

O primeiro assunto a ser discutido foi o meio ambiente. Estavam presentes para discutir este assunto, representantes do Governo Federal Brasileiro e Representante de uma ONG de Buenos Aires. A Diplomata Brasileira Maria Aparecida Nau deu inicio aos trabalhos, em seguida os técnicos ambientas iniciaram a exposição sobre os impactos ambientais que a obra causaria no rio e matas onde passaria a estrada. Percebi que os mesmos não tinham conhecimento em loco,nem mesmo em mapa de onde estava sendo construída a ponte. Em vista disso imediatamente solicitei a palavra e indaguei os técnicos com a seguinte pergunta: “ OS Senhores conhecem o local onde esta sendo construída a Ponte e as estradas existentes?”. Ambos responderam que não conhecia. Naquele momento sugeri que o assunto fosses encerrado, solicitei aos técnicos, que primeiro deveriam conhecer a realidade local, para depois voltarmos a discutir o impacto ambiental.

Passando para segunda parte, onde abordamos as temas Técnicos. O Eng. Desideri fez suas considerações e já deixou claro que exigiria que fossem feitos alguns testes na obr. Os Técnicos Argentinos por sua vez, informaram que por parte da Argentina, a obra estaria de acordo com a normas técnicas, que não havia necessidade de se fazer outros testes alem do de capacidade de resistência da ponte.

O Eng. Desideri, como não tinha sido contemplado com a sua proposta vergonhosa, solicitou aos técnicos Argentinos que por parte do DNER, estaria solicitando que fosse feito os seguintes testes: sondagens da rocha; programa de classificação do nível de trafego da ponte; análise dos resultados do ensaio X deformação da ponte; análise laboratorial da rocha/solo; concreto e ferro utilizados na obra. Solicitou também que apresentássemos laudo técnico de fabricação do cimento e do ferro.

Nos procuramos mostrar provas ao Sr. Desideri, através de fotos e filmagens feitas durante a construção, alem do acompanhamento dos engenheiros Argentinos, tínhamos também o Eng, Wilmo Gaspodini que acompanhou e assinou como engenheiro responsável pela obra. O mesmo disse que ninguém garantiria a ele que os ferros que aparecem nas fotos e filmagens, não teriam sido retirados após a foto ou filmagem. Colocou duvidas também na composição do concreto pois a quantia de cimento utilizado por metro cúbico teria sido insuficiente, se não bastasse levantou suspeitas sobre a procedência do ferro e do cimento. Exigiu o laudo técnico da fabrica, sobre todo as lotes adquiridos.

Os técnicos Argentinos, mesmo contestando as barbarias ditas e solicitadas pelo Eng Desideri, usando de bom censo concordar para não gerar um problema diplomático e aceitaram, como também concordaram que fosse feito testes por uma empresa brasileira, credenciada junto ao DNER..

O Eng. Desideri indicou três empresas credenciadas, a Fundação Getulio Vargas, IPT e a ZUCCULO.

Na condição de presidente acatei as determinações, e disse que não importa quanto custará, vamos fazer tudo o que for preciso para liberar a obra e provar que ela foi construída responsabilidade e dificuldade econômica, mas nunca burlando as normas técnicas internacionais.

Mantive contato telefônico com as três empresas e solicitei que nos mandassem uma proposta por escrito sobre os serviços solicitados, valores e condições de pagamento. Após alguns dias após recebemos as propostas.

Analisamos todas elas.

A proposta de cada empresa foi a seguinte:

IPT foi de 62.000,00,

Fundação Getulio Vargas foi de 48.000,00

ZUCULO foi de 36.000,00.

Como os valores eram bastante elevados e a Comissão não tinha recursos para pagar refis contato com as três empresas, com objetivo de reduzir os valores e de expor à forma que foi feita às arrecadações dos materiais para construir a ponte internacional. A mesma foi feita com a colaboração do Governo da Província de Misiones, Prefeitura municipal de São Miguel do Oeste e de empresários locais e regionais.

Informei que não se tratava de uma obra construída com recursos federais, estaduais ou municipais, mas sim uma obra construída com apoio e doações voluntárias. Solicitei as empresas, que colaborassem no projeto, sendo este de máxima importância para o desenvolvimento e integração do MERCOSUL. A FGV e a IPT mantiveram seus preços.

A ZUCCULO se mostrou mais acessível e teve interesse em saber mais sobre projeto. Formalizamos um convite aos diretores da empresa para virem até São Miguel do Oeste e nós os levaríamos até a Ponte Internacional para que eles pudessem conhecer e avaliar melhor os serviços solicitados por nós.

O Sr Volnei da ZUCCOLO ficou impressionando pela maneira que foi construída a ponte e pelo trabalho voluntário da Comissão e Engenheiros. Após a visita retornamos o São Miguel do Oeste. Durante o jantar o Sr. Volnei nós disse que iria rever a proposta e também queria colaborar com esta importante obra.

Na manhã seguinte nos reunimos e ele nós propôs para que déssemos o alojamento para os funcionários, alimentação o transporta dos equipamentos de Porta Alegra ata a Ponte e de pois dos trabalhos deveríamos transportar os equipamentos para Porto Alegre.

Eu me prontifiquei para fazer o transportes se custo, através empresa Trans Zanotelli, e desta forma feitos.

A ZUCCULO propôs cobra somente o desgaste das ferramentas e material utilizados para fazer os testes, onde ficou acertado o valor de 2.500,00.

Firmamos um documento com a ZUCCULO e ela nos deu uma nova proposta por escrito, onde assinamos.

Solicitamos que fossem iniciados os trabalhos imediatamente, em trinta dias nós realizamos todos os testes e os laudos solicitados, os testes forma feitos pela ZUCCULO Porto Alegre/RS.

Queremos registrar o apoio que do Governo Argentino, na pesoa do Dr. Carlos Corache - Chefe de Gabinete do Presidente Menem, pela sua colaboração e presteza sempre que solicitei algo em benéfico do bem comum.

Ao Ministério de Relações Exteriores em especial o Ministro Chefe da América Meridional I Dr. Marcelo Jardim, com quem muito aprendi alem de ter nos acompanhado sempre que precisamos junto aos Ministérios da Fazenda, Exercito, Transportes, Agricultura, Turismo, Aeronáutica. Sempre nós deu uma atenção muito especial, no qual ficamos muito grato por ter tido a oportunidade de aprender muito sobre a Área Diplomática e Política. A sua contribuição foi valiosa no desenvolvimento da Região de fronteira em Especial o Oeste do Estado de Santa Catarina.

Fico muito grato pelo convite que recebi para uma reunião em Brasília no Ministério de Relações Exteriores com a participação do Ministério da Aeronáutica, onde foi colocada que havia a vontade do Governo Federal em implantar um Aeroporto Internacional na Frontearia com Argentina. Na oportunidade me informado que tinha sido feito um estudo sobre os quatro aeroportos do extremo oeste do estado, onde foi feito um relato técnico de cada aeroporto.

Os aeroportos que tinham sido avaliados foram os seguintes: Aeroportos de Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Chapecó e Itapiranga, este avia sido desconsiderado.

O ministro Marcelo Jardin, Chefe da DAM-I nos perguntou: Se você tivesse que escolher um dos três aeroportos qual você indicaria? Responde que escolheria o aeroporto de Chapecó, por sua localização estratégica e logística, alem de possuir uma infra-estrutura importante.

O Dr. Marcelo Jardim me dirigiu mais uma pergunta: Você aceitaria o convite para coordenar a construção de um Aeroporto Internacional nos moldes que foi construída a Ponte Internacional Peperi Guaçu? Respondi que aceitaria, mas precisaria de um prazo de quinze dias para dar a resposta. Agradeci pelo honroso convite, e naquele momento informei que não aceitaríamos intransigência Política partidária ou seja que a nossa forma de trabalhar seria suprapartidária, todos seriam bem vindos. O tempo solicitado, foi com objetivo de contatar com as ACI e Empresários da Região Oeste do Estado, onde iríamos aproveitar a reunião plenária da FACISC que estava acontecendo na cidade de Xanxere/SC, para conversar com os Prefeitos, Entidade e Empresários da Região e expor o importante projeto de desenvolvimento par a região.

Ao chegarmos no evento procuramos o Presidente da FACISC Sr. Gelson Merisio, Sr. Antonio Rebelatto entre outro empresários, transmiti a eles a noticia e fiz uma pequena explanação sobre a viabilidade do projeto, que seria a Internacionalização do Aeroporto de Chapecó, tendo a participação do Ministério da Aeronáutica na ordem de 60 % dos custos da obra, sendo que a comunidade regional deveria fazer a contra partida do 40% do valor, mas destes seria considerado como contra partida as benfeitorias e terreno já existente no local.

Solicitei ao Presidente da FACISC Sr. Gelson Meriso para que concedesse um espaço durante o reunião pare que pudéssemos levar a idéia ao conhecimento dos presente.

O presidente da FACISC solicitou uns minutos para se reunir com um grupo de Empresário e os Deputados Federais Paulo Bornausen e Eduado Magalhães, que eram seus convidados especiais por pertencerem ao seu partido político o qual já estava articulando para ingressar na carreia política, postulando sua candidatura a deputado Estadual.

Após alguns minutos o Sr. Gelson Merisio e Sr. Rebelatto, sugeriram fazer uma reunião especifica em Chapecó na semana seguinte.

Percebi que a noticia teria deixado os Deputados e os simpatizantes do PFL que lá estava, um tanto incomodados após a divulgação da noticias nos bastidores do evento, que lá se fazia representado naquele momento por um única sigla partidária.

Informei os mesmos que seria o momento certo para anunciar a noticia. E que poderíamos agendar a data da reunião proposta para Chapecó e formalizar o convite para todos os presentes.

A sugestão não foi aceita pelo Presidente da FACISC e os Coordenadores do evento. Concordamos com a realização da reunião sugerida pelos mesmos. Mas deixei claro que eu não aceitaria a intransigência política partidadira caso eu desce a resposta afirmativa ao Ministério de Relações Exteriores.

No mesmo dia, percebemos a estratégica dos militantes do PFL que lá se encontrava.

Em conversa com os Deputados Federais sobre o assunto, concluíram que formariam uma comissão de Prefeitos e Empresários de Chapecó e Região, para tratar o assunto em Brasília.

Na segunda feira conversei com o Dr. Marcelo Jardim por telefone, onde comuniquei os fatos ocorridos e a forma que estava sendo conduzido pelo Presidente da FACISC e seu colegas de partido.Também informei que eles estariam indo a Brasília para se juntarem aos Deputados Paulo Bornausen e Eduardo Magalhães, para tratar do assunto junto ao Ministério da Aeronáutica, informei os nomes dos Empresários que participaram da conversa. O Ministro Marcelo Jardim, me informou que iria cuidar do assunto.

Informei ao mesmo que iria conversar com empresários de São Miguel do Oeste e falaríamos durante a mesma semana. Procurei o Eng. Aviador Luiz Antonio Dal Magra dei a noticia a ele e solicitei que ele formaliza-se um convite aos sócios e simpatizantes do Aeroclube de São Miguel para uma reunião, onde estaríamos detalhando as informações sobre a Internacionalização de um Aeroporto de Fronteira.

A reunião foi realizada na sede do Aeroclube junto ao Aeroporto Municipal de São Miguel do Oeste, onde pude colocar aos presentes a importância e a forma pretendida para se construir o novo Aeroporto.

Como também justifiquei qual foi o motivo da minha escolha pessoal pelo Aeroporto de Chapecó: pela infra-estrutura já existente, mas em especial pelo fator Logístico e Estratégico Regional.

Nesta ocasião também tivemos um fato isolado, mas que merece o registro, no nosso vê, foi muito negativo e nada contribuiu com a reunião e muito menos com o desenvolvimento de nossa Região. O Dr.Clovis Pohlman, comentou com os presentes em tão de deboche “quem é o Zanotelli para falar e Internacionalizar o Aeroporto de Chapecó se faz pouco tempo que foi internacionalizado o Aeroporto de Florianópolis”.

Fiquei no aguardo da reunião que seria marcada para Chapecó e esta nunca aconteceu, pelos seus protagonistas e os motivos foram meramente por interesse políticos em detrimento do Desenvolvimento Regional.

Após trinta dias, recebi a ilustre visita do Sr. Mastro Giacomo e o Presidente da ACI de Chapecó, onde eles me solicitaram que precisariam da minha ajuda, pois os empresários e os Deputados nada teriam conseguido em Brasília.

Informei que o prazo junto ao Ministério já tinha se espirado. Mas que eu lamentava que a Região deixasse de ser beneficiada por esta importante obra para o desenvolvimento do Oeste Catarinense. Causado por pessoas que estavam a frente de Entidades importantes, como fachada para se promoverem politicamente, ao invés de trabalharem no cumprimento de seus mandatos, em beneficio dos regimes estatutários e da região.

Informei o Dr. Marcelo sobre a visita dos empresários. O mesmo lamentou que tivesse pessoas que formadoras de opinião, não tivessem visão de futuro e objetivos de melhorar a qualidade de vida e o bem comum da Região.

O Ministro Marcelo Jardim me informou sobre a modernização do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, que iria sobrar os equipamentos usados, mas que poderia ser utilizado em outros aeroportos.

Por eu ter conhecimento que o aeroporto de Chapecó estava necessitando para melhorar os vôos noturnos. Solicitei ao Dr. Marcelo com quem deveria manter contato. Ele prontamente me disse que seria com a Infraero e o custo deveria ser na ordem de R$ 70.000,00, incluindo o serviço e desmontagem dos equipamentos.

No mesmo dia comuniquei o Prefeito de Chapecó José Frich, sobre os equipamentos que seriam disponibilizados pela INFRAERO em Porto Alegre. Na mesma semana aconteceu uma Reunião Regional da FACISC, na cidade de Pinhalzinho, onde coloquei ao presentes da grande oportunidade que estávamos tendo, para equipar o aeroporto de Chapecó. Estavam presentes empresários e os Presidentes das ACEIs da Região Oeste. Onde solicitei que fosse feito, uma parceria entre empresários e Municípios, para aquisição dos equipamento junto a INFRAERO. Oferecemos os serviços de transporte da Zanotelli para fazer o transportes gratuito de Porto Alegre a Chapecó.

O prefeito José Fritsch tomou a providencia em parceria com empresários e concretizaram a negociação dos equipamentos que até o presente momento, estão em pleno funcionamento.

Foto Presidente da Comissão apresentando estudo técnico para construção do controle de fronteira lada Brasileiro para os

Técnicos do Sistema Aduaneira e Receita Federal e autoridades (local Ponte Internacional Peperi-Guacu em 1992)

Foto do Presidente da Comissão Darci Zanotelli, empresários e Técnicos acompanhando os ensaios de solo e rocha.extração e teste de resistência 1992.

Foto do Presidente da Comissão no Ministério de Relações Exteriores em Brasília onde fazia periodicamente apresentação do andamento dos trabalho e reivindicações ao Diplomata Chefe da América Meridional 1, Dr. Marcelo Jardim acompanhado pelo Prefeito de Paraíso Enio Rekezige em 1994

Governo do Estado de Santa Catarina:

O Governo do Estado de Santa Catarina, deu sua contribuição na assinatura do acordo firmado com a Província de Misiones, após este ato político o Estado, foi ausente em todos os sentidos, político, técnico e financeiro, se quer como apoiador dos projetos.

O Governo de Misiones:

Foi e é um grande impulsionador da integração do Mercosul, em especial com Santa Catarina, Rio G. do Sul e Paraná. Sempre apoiou e se fez presente em todas as reuniões realizadas, no período de 1999 a 2007. Como parceiro incondicional da Comissão Bi-nacional, em especial com nossa pessoa. A sua contribuição foi muito importante na construção da Ponte Internacional Peperi-Guaçu. A Vialidad Provincial elaborou o projeto de engenharia, fabricou as vigas pré-moldadas da pista de rodagem da Ponte. Fez a contratação do transporte das vigas de San Pedro a Ponte Internacional.

Sempre teve a participação constante de Secretários, Engenheiros e Técnicos durante toda a construção da obra, edificaram a aduana no lado argentino, fez a instalação da energia elétrica, e tem dado uma atenção especial sempre que foi preciso, em todos os setores governamentais até a presente data.

Neste período tivemos avanços importantes em prol do desenvolvimento de nossas regiões, com a elaboração e lançamento de Idéias e projetos como: Corredor Rodoviário de Integração Bi-Oceanico, Corredor Ferroviário de Integração Bi-Oceanico, Gasoduto AR/BR e ABITUR Associação Bi-Nacional de Turismo Brasil Argentina.

Foto aérea das vigas pré- moldadas para construção da pista de rodagem da Ponte San Pedro, ruta 14 em 1991

Foto do Presidente em San Pedro, Misiones para liberar junto as autoridades federais, a vigas pré moldadas que estavam

presas em 1991

Foto do meio utilizado para o transporte das vigas San Pedro ate Ponte, 42 km de distancia

INSTALAÇÃO DA GENDARMERIA ARGENTINA:

Pretendo agilizar ainda mais os trabalhos e bem assim valorizar a Integração pretendida, a Comissão Bi-Nacional, Prefeitura de São Miguel do Oeste e Empresariado, colaboraram nos trabalhos de instalação da Aduana Argentina, fornecendo a Infra-estrutura básica como Luz, Água, e mais tarde a rede definitiva de energia elétrica.

Foto do 1° Controle da Gendarmeria Nacional AR, foi construída pela Comissão Bi-nacional 1992

Foto da Construção da Aduana provisória lado Argentina 1993.

Foto Presidente Darci Zanotelli com técnicos do Governo Federal Argentino e do Governos Provincial de Misiones 1992

Governos Municipais:

Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste/SC,

Na pessoa do Ex-prefeito José Carlos Zandavalli Fiorini, teve a iniciativa de retomar a ideado Ex-prefeito Luiz Basso e transformar em realidade a construção da ponte, alem da colaboração política deu as condições para que a Comissão pudesse iniciar e concluir a construção da ponte, com o fornecimento de maquinas, material e funcionários.

Prefeitura Municipal de Paraíso/SC.

Na pessoa do Ex-prefeito e atual Enio Rekciguel, tivemos o apoio político, funcionários, maquinas e financeiro na construção física da Aduana para abrigar os funcionários federais. Teve a participação nesta obra com recursos financeiros a Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste, mandato do Ex-prefeito Luiz Basso com autorização aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores.

Foto Presidente Darci Zanotelli acompanhando as obras das fundações dos pilares da ponte 1990

Foto Presidente Darci Zanotelli, Técnicos da Receita Federal, autoridade e empresários visitando as obras do controle aduaneiro Brasileiro destinado para os funcionários da Receita Federal, Policia Federal e Ministério da Agricultura

Prefeitura Municipal de San Pedro/AR,

Teve uma participação política na fase de reuniões iniciais, até semanas antes do lançamento da pedra fundamental do inicio das Obras e depois tiveram algumas participações, na nossa avaliação, podemos afirmar que praticamente estivaram ausentes de doto o processo de construção.

13 - OBJETIVO E PERSISTENCIA:

A questão da Ponte Internacional Peperi-Guaçu deu batalha concorrida onde mais diferentes forças se coadunaram num único objetivo. Cabe aqui realçar os trabalhos realizados pela Comissão Bi-Nacional através de seu Presidente Sr. Darci Zanotelli e do Sr. Prefeito Municipal na época Sr. José Carlos Zandavalli Fiorini, que, mesmo quando toda sorte de dificuldades pretendia ameaçar o prosseguimento das obras, não titubearam nunca do desejo, esforço e certeza de vê-la em funcionamento, foram feitas mais de cem viajem pelo Presidente Sr. Darci Zanotelli a Província de Posadas,AR e dezenas a Buenos Aires para tratativas e reuniões com Governo, Ministros e Vialidad Nacional e Provincial, e Câmera dos Deputado. Dezenas de viajens para Brasília, Ministério de Relações Exteriores, Ministérios da Fazenda e dos Transportes, Sistema Aduaneiro, DNER com objetivo de desburocratizar os entraves surgidos nas mais diversas esferas de organismos federais. Sobreviveu ela a todo tipo de sabotagens das mais diferentes ordens, chegando até mesmo a correr o risco de ser implodida.

Persistiram juntos com a comunidade e ela hoje é realidade como símbolo de capacidade do homem que persegue seus objetivos. Esta Ponte Internacional não recebeu sequer um grão de areia dos Governos Estadual e Federal do Brasil. Foi feita a partir de decisão unânime da pujança de um povo em busca da Integração Regional e Internacional.

Porém, a Ponte não foi único marco na escalada de SMOeste, SC e Misiones, AR rumo a propalada integração regional. Outros acontecimentos tiveram sua importância neste contexto e merecem ser destacados:

14 – ZANOTELLI PRESO E INTEROGADO:

O Presidente Sr. Darci Zanotelli, em uma das tantas viagens a Posadas - Misiones, num momento conturbado pela publicação do jornal El Clarim, com manchete de capa, Ponte Internacional Porto Rosales será Emplodida, se isso não bastasse colocaram uma charge de um tanque de guerra sobre o meio da ponte. Em vista da noticia publicada, me dirigi a Posadas – Missiones com objetivo de conversar com o Governador Julio César Humada sobre os fatos publicados no jornal a nível Nacional. Cheguei a noite e me hospedei no Hotel Posadas, como fazia habitualmente.

No amanhecer do dia seguinte, fui comunicado no meu apartamento por um mensageiro do hotel, que tinha dois Militares da Gandarmeria Nacional, me aguardando no al de entrada do hotel. Imediatamente me dirigi ate eles e me apresentei. Os mesmo me convidaram para que eu os acompanhassem ate o Quartel por ordem do Comandante Chefe Maior Cochidonchi. Quando lá cheguei, fui levado até a sala do Comandante, este logo me perguntou: você quer tomar um cafezinho Brasileiro ou Colombiano? Prontamente eu disse, pode ser um café Colombiano. Mas o café não me foi servido. O Comandante solicitou a presença de cinco subordinados e ele iniciou as indagações, com uma série de perguntas, como por exemplo:

Qual o teu objetivo com a construção da ponte?

É para roubar a madeira da Argentina?

É para fazer contrabando?

Após uma hora de interrogatório feito pelo Comandante, fui levado para uma sala no segundo piso da Gendarmeria Nacional,, medindo aproximadamente quatro metros quadrados, no local havia uma pequena escrivaninha e duas cadeiras.

Neste local fui interrogado por dez horas ininterruptas, por diversos militares que se revezavam, durante o interrogatório. Onde não deixei de responde a todas as perguntas que me foram feitas.

Por volta das dezessete horas fui levado novamente para a sala do Comandante.

O mesmo ironicamente perguntou-me outra vez: você quer tomar uma café Brasileiro o Boliviano? Aí eu disse que poderia ser um café Boliviano. E naquele exato momento passei as suas mãos, um numero de telefone para que ele ligasse, pois o informei que alguém estaria aguardando a sua chamada. Não informei quem poderia ser.

Ele sentindo a minha firmeza nas respostas, das perguntas feitas durante o interrogatório, olhou o numero do telefone e fez a ligação. Para sua surpresa o telefone era do Chefe de Gabinete do Presidente Menen, Dr. Carlos Corach.

O Dr. Carlos em conversa perguntou ao Comandante, por qual o motivo o Don Darci se encontrava lá.

Após ser informado o motivo, o Dr. Carlos Corach solicitou ao comandante, para que atendesse todas as solicitações de Don Darci. O Comandante então solicitou que fosse lhe passado uma telex. O Dr. Carlos finalizou dizendo: atenda o que o Don Darci necessitar.

A partir daquele momento o tratamento passou a ser diferenciado, como também o café foi me servido. Eu estava calmo, pois sabia que tudo o que fiz foi em prol do bem comum de forma correta e voluntária, alem de sempre informar a todos os setores dos Governos, Órgãos Federais e Província.

Solicitei ao Comandante para que ele me acompanhasse no dia seguinte, no Palácio do Governo, onde eu iria conversar com o Governador Humada. Também solicitei o helicóptero da Gendarmeria, para levar o Governador até a Ponte Internacional Peperi Guaçú, para que o Governador pudesse ver o que estávamos construindo.

No dia seguinte passei pelo Quartel da Gendarmeria Nacional, onde fui recebido pelo Comandante e o mesmo me acompanhou até o Palácio do Governo.

Ao chegarmos Palácio, fomos recebidos pelo Governador Julio César Humada. Durante a audiência eu o comuniquei ao Governador que o helicóptero da Gendarmeria Nacional, estaria a sua disposição para fazer uma visita na Ponte Internacional Peperi Guaçú. Informei que nós já tínhamos providenciado um heliporto no lado Brasileiro.

Mas como a noticia publicada no Jornal El Clarin ainda era muito comentada no Pais e em especial na Província de Misiones e o Governador não tinha tomado nem uma atitude para comunicar a imprensa nacional e provincial, que a informação vinculada nos jornais não era verídica, eu como costumeiramente faço, disse ao Governador na presença do Comandante da Gendarmeria Nacional que se ele não quisesse honrar a sua palavra deveria honrar a sua assinatura e mostrei a ele naquele momento uma copia do acordo firmado no final de 1989 entre o Governador Julio César Humada e Governador Casildo Maldaner. Naquele instante criou-se uma situação constrangedora, mas eu não poderia deixar que a situação cômoda demonstrada pelo Governador Julio César Humada continua-se perante a imprensa escrita e falada.

No dia seguinte para minha surpresa foi ao abrir o Jornal El Território, encontrei uma matéria com meia pagina, de perguntas e respostas sobre o interrogatório que eu avia sido submetido na Gendarmeria Nacional.

Foram colocadas vinte uma perguntas e resposta e ao finalizar a matéria Comandante diz:”Gostaria ter um Darci Zanotelli em cada passagem de Fronteira da Argentina”.

15 - CONCLUSÃO DAS OBRAS DA PONTE:

O TÉRMINO da Obra, dia 29 de dezembro de 1992, inauguração da Ponte, dia 21 de maio de 1994.

Foto Ponte Internacional Peperi-Guaçu 1992

Foto vista aérea da ponte e área pertencente a complexo do controle 1993

Foto Presidente e autoridades no Inauguração da Ponte no dia 21 de maio de 1994..

Foto da Inauguração da Ponte no dia 21 de maio de 1994..

Foto Presidente Darci Zanotelli Conduzindo os Governador Prov. de Misiones Frederico Ramon Puerta e Governador do estado de Santa Catarina Antônio Carlos Konder Reis para o corte a fita inaugural da Ponte Internacional Peperi-Guaçu, 21 de maio 1994

16 - INSTALAÇÃO DA GENDARMERIA ARGENTINA:

Pretendo agilizar ainda mais os trabalhos e bem assim valorizar a Integração pretendida, a Comissão Bi-Nacional, Prefeitura de São Miguel do Oeste e Empresariado, colaboraram nos trabalhos de instalação da Aduana Argentina, fornecendo a Infra-estrutura básica como Luz, Água, e mais tarde a rede definitiva de energia elétrica.

Foto do 1° Controle da Gendarmeria Nacional AR. construído pela Comissão 1990

17 - DOAÇÃO DA ÁREA DA ADUANA BRASILEIRA: (06/11/93)

A larga visão de Futuro e o desejo de colaborar com aquela comunidade que se fazia presente, fizeram com que os Srs. Rineu Granzotto e Sra., e Romeu Granzotto e Sra., doassem a área para a implantação da Aduana Brasileira, com 35.122 m2, o

equivalente a 40 lotes urbanos. Graças a isto a Aduana e todas as demais estruturas puderam ser instaladas capacitando-se desta maneira, a Ponte, para seu pleno funcionamento.

Foto da Área demarcada considerada como Zona Primaria da Aduana doada pela Família Granzotto 1989

18 - CONSTRUÇÃO DA ADUANA LADO BRASILEIRO:

As Prefeituras de SMOeste e agora juntamente com a Prefeitura do emancipado Municipal de Paraíso, Clubes de Serviços e Empresários gestionados pela Comissão Bi-Nacional, iniciaram a Construção da Aduana procurando dotá-la de toda estrutura necessária para o seu funcionamento, dentro das normas técnicas previstas. Muitos Colaboraram de todas as formas com o projeto , entre estes podemos mencionar, como forma de vontade de que a obra fosse concluída o Sr. José Carlos Vidor e o Sr. Décio Frandaloso, que doaram a madeira para a fabricação do mobiliário para a nova Aduana e Móveis e Esquadrias Iguaçu que se prontificou a fabricá-los.

Foto presidente apresenta ao tecnicos do Governos Argentino o projeto do controle aduaneiro 1992

Foto Presidente Darci Zanotelli e Funcionários da Receita Federal visitam as obras da Aduana Brasileira 1992

19 - CONSTRUÇÃO DA ADUANA LADO ARGENTINO:

O Governo da Província e Misiones doaram e edificaram a Aduana lado Argentino com 450 m2. Onde abriga o controle de imigração.

Construção da Aduana provisória Argentina

20 - DESVIO DO RIO:

O arrojado empreendimento de Construção de Ponte Internacional Peperi-Guaçú exigiu o esforço de todos os sentidos. Por acordo firmado entre técnicos Brasileiros e Argentinos, exigiu-se da Comissão Bi-Nacional que fosse desviado o curso do Rio Toro (AR) para 70m acima de sua posição que era justamente onde deveria sair a Ponte. O fato foi conseguido com a colaboração da Viabilidade Provincial de Misiones – (AR)

21 - LINHA RODOVIÁRIA DE ÔNIBUS INTERNACIONAL:

Por conta da Ponte e do fomento da Integração pretendida, foi assinado acordo Internacional (SC e Misiones) pelos dois Governos a fim de permitirem ligação direta via Rodoviária para uma Linha de Ônibus ligando Posadas (AR) a Florianópolis (SC) via Dionísio Cerqueira, em pleno funcionamento.

Outra solicitação de acompanhamento feita a Comissão Bi-Nacional partiu Exp. Princesa dos Campos S/A, a fim de implantar a linha Internacional São Paulo (BR) / Posadas (AR) – Em 26 de abril de 1990.

22 – PARTICIPAÇÃO EM FEIRAS INTERNACIONAIS:

Na realização da EXPONAM/92, em Eldorado na Argentina, foram convidados 27 empresários de SMOeste e região para exporem os seus produtos. Este evento teve muitos pontos positivos:

a) A Rainha da Exponam/92, bem como a Miss Simpatia foram escolhidas entre as candidatas apresentadas por SMO.

b) Um rol de conhecimentos entre expositores de ambos os Países;

c) Empenho dos Empresários para, em tempo relativamente curto, desenvolveram o projeto do Stand de SMOeste.

23 – LIGAÇÃO ELDORADO/MAJOR OTAÑO:

O convite para a feira deveu-se também ao conhecimento e aos contatos efetuados para a construção da Ponte Internacional Peperi-Guaçú. Em Eldorado, é solicitado a Comissão Bi-Nacional apoio e assessoramento para as negociações visando uma ligação física entre Eldorado (AR) e Major Otaño (PG). Os Brasileiros compareceram convite do Rotary Internacional a fim de patrocinaram, o seu apoio, a estas negociações.

O Presidente da Comissão Bi-Nacional, o Prefeito de Eldorado e o Rotary prontificaram-se a assessorar este projeto pela experiência adquirida, e seguiram os seguintes trâmites:

a)Visita ao Prefeito de Eldorado sugerindo acordo;

b)Visita ao Prefeito de Major Otaño, com a mesma intenção;

c)Elaboração de uma carta de intenções colocando em acordo interesses Municipais nesta ligação física;

d)Levar conhecimento aos Governadores Estadual e Federal dos dois Países;

e)Acordo firmado pelos dois municípios interessados no 1º Foro Regional Rotário ocorrido em Eldorado no dia 12 de julho de 1992.

A Balsa e Ponte Eldorado (Misiones) Mayor Otano (Paraguai)


"A construção da ponte sobre o Rio Paraná entre Eldorado (Misiones) e Mayor Otano (Paraguai), após 18 meses do lançamento do projeto e assinatura da carta de intenção mutua assinada pelos Prefeitos de Eldorado (Misiones e Mayor Otano ( Paraguai) durante o Forom Rotario Internacional realizado na Esponan 92 em Eldorados (Misiones). Realizamos varias encontro e reiniões com Empresarios e Prefeitos da Região com objetivo de convencerlos sobre a ideia da união fisica entre as duas Cidades e Paises. A nossa maior dificuldade da épuca no lado Paraguaio erá o regime Politico Presidencialista vigente no Pais, (ditadura), duto era comandado pelo Governos Central, os Prefeitos dos Departamentos não tenhão poderes para fazerem, se não somente executar o que era determinado pelo Governo Central.
O ditador Alfredo Stroessner tomou o poder em 1954, em 1967 determinou a manutenção dos traços gerais da Constituição de 1940, e deixou intacto o amplo alcance do poder executivo. Em 3 de fevereiro de 1989, Stroessner foi derrubado por um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodriguez. Rodriguez, as the Colorado Party candidate, easily won the presidency in elections held that May, and the Colorado Party dominated the Congress. Rodriguez, as the Colorado Party candidate, easily won the presidency in elections held that May, and the Colorado Party dominated the Congress.Rodriguez, como o candidato do Partido Colorado, venceu com facilidade a presidência em eleições que, em Maio, e do Partido Colorado dominou o Congresso. Tambem avia a esperança de mudança do regime e elaboração de uma nova Contituição no Pais. A Constituição democrática foi promulgada em 1992 e substituiu a Constituição altamente autoritária que havia vigorado de1940 até1967. A Constituição de 1992 prevê uma partilha de competências entre quatro ramos do Governo. Diante desta dificuldade montamos uma estrategia para nos aprocimar de Politicos e Empresarios influentes junto ao Governo do Paraguai. Foram messes de trabalho para conceguirmos convencer a i’deia do projeto que não era simplesmente unir Eldorado (Misiones) com Mayor Otana (paraguai), o objetivo da ligação é incurtar distancias entre o Sul do Brasil com o Paraguai e o Norte Brasileiro, reduzindo distancia e custos e proporcionando o Desenvolvimento ao longo do seu percurso. Após varias reuniões com o Ministros do Paraguai em 1992 conseguimos a liberação das maquinas para o a melhoria e bertura da estrada num trecho de 6 km atá o Rio Paraná. Numa das minha visita no inicio dos trabalhos de abertura da estrada no Paraguai, fazia costumeramente a travecia do rio Paranã de Eldorado( Misiones) para o Departamento de Mayor Otano de barco, quando cheguie em tera avia dois soldados Paraguaios me aguardando, conversei com esles e os mesmos me informaram que avia um cura (padre) que precisava conversar comigo, fui ao encontro do cura e logo que me aproximei o mesmo comesou me insultar, pedindo o que eu estava fazendo la, que eu deveria ter a permissão dele para entrar na Região pois era elem quem mandava e nada seria feito sem a sua autorização ele estava bastate inritado pois as maqquinas já tinhão iniciado os trabalhos a mais de duas semanas atras. Deixei ele desabafar sem contrariar o mesmo fui aos poucos tentando convera e mostrar a ele a Ponte que estavamos fazendo entre São Miguel do Oeste,SC com San Pedro (Misiones) o Corredor Rodoviario de Integração Bi-oceanico, o os objetivos, apartir disso ele passou a se interesar na conversa e eu coloquei para ele os objetivos da ligação fisica entre Eldorado (Misiones) e Mayor Otano (Paraguai, que estariamos proporcionando o desenvolvimento social e economica da Região, pocibilitando a venda de produtos agriculas para Argentina e Brasil.

Como tambem informaei que entre os objetivos estaria o traçado incutando distancia do Sul do Brasil para o Mato Groso, Rondonia e Acre, utilizando trecho do territorio Paraguaio e eles teriam um ganho sigificativo ao longo dotraçado com os usuarios desta Rodovia proporcionado novo negocios e desenvolvimento. Após uma longa conversa nos dirigimos até a Municipalidad (prefeitura) para conversarmos com o Intendente (prefeito). O prefeito estava nos aguardando pois sabia da indignação do padre, o prefeito tinho um grande respeito pelo padre, ele esclareceu que a ordem veio do Assunção e da importancia que a obra tinha para a minuscula cidade. O padre não foi contrario mas deixou um recado que da proxima vez conversem comigo, apartir da quele dia fui inumeras vezes para Região e nuca mais eu enconttrei. Em 2003 colocamos uma balça em funcionamento para fazer a travesio do Rio Praná ela funcionou por um ano e meio, mas desenvolvimento de qualquer Região tras beneficios para muitos e diriamos menos ganhos para outros. Logo a pós o inicio das obras no lado Paraguaio iniciou –se a instalação de varias pequnas tenda com os mais diversos produtos para comercialização e isso foi atraido compradores Aregentinos e este comercio foi a cada dia crecendo na quantidade de tendas e oferta de produtos do Paraguai. O comercio de Eldorado comesou esbosar uma insatisfação pela concorencia desleal que estava ocorrendo na quele momento, e iniciou uma campanha para tirar a Balsa e fechar o porto, mas o movimento de veiculos e caminhões era bastnte exprecivo, em especial as carretas que carregavam milho no Paraguai para a Aurora, Sadia e Vipal foram grandes quantidades de tonelas que pasaram pela balsa e saian por Dionisio Cerqueira com destino a Chapecó e Lageado RS. Mas a presão politica junto ao Governo pelos empresarios de Eldorado forçaram a retirada da balsa apaós um ano e meio de funcionamento.

A Secretário de Planejamento do Nacional de Investimento Público Graciela Porto informou que o projeto para construção da Ponte sobre o Rio Paraná entre Eldorado (Misiones)-Mayor Otano (Paragua) esta bem avançado tem sido uma determinação do Governador Maurice Closs, para obter financiamento da obra. A presa do projeto é devido anecesidade de encaminhamento do pedido d pré-investimento fundo dentro de Iniciativa de Integração Regional (IIRSA) e estamos aguardando a resposta do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para nós a financiar o projeto. "

Cerca de 10 milhões de pessoas usaram as passagens em 6 meses, entre janeiro e julho de 2011, cerca de 10 milhões de pessoas cruzaram as fronteiras com o Paraguai e Brasil, obtidos dadas com o subsecretário de Relações Internacionais e Cooperação da missão. Avança o projeto da ponte, Mayor Otaño Eldorado (Paraguai). Para ilustrar a importância das passagens fronteiriças para o desenvolvimento econômico e turismo de Misiones, Paraguai e Brasil, constatamos que, a 200 quilômetros de distância das fronteiras com o Paraguai eo Brasil, há um mercado de 5 milhões de pessoas. Pelos passos fronteriços de Porto Iguaçu, Pasadas e Bernardo de Irigoyen no periudo de 1 janeiro - 10 julho de 2011 passaram mais de 10 milhões de pessoas", estes números forma revelados V Reunião do Conselho Federal Planejamento e Zoneamento (Cofeplan), que foi realizada em agosto de 2011em Porto Iguazu AR.

24 – FORO REGIONAL ROTARIO:

Realizado durante a Exponam/92 e em suas dependências. Participaram Rotarianos de São Miguel do Oeste, Paraguai e Argentina, onde foram discutidos assuntos de interesse da Integração e onde foram firmados:

a)Intercâmbio de estudantes entre os Países participantes;

b) Apoiamento de projetos que beneficiaram a integração;

c)Eventos na área esportiva como forma de integrar a Região;

d)Assinatura de Declaração de Interesses entre os Municípios de Eldorado (AR) e Major Otàño (PG). Um ano após a assinatura desta Declaração foi feita a primeira travessia de balsa entre os dois Municípios. Além destes assuntos tratados, era o tema deste encontro “Mercosul” dentro das perspectivas e possibilidades da Região.

25 FEIRA DE SAN PEDRO (AR) – (09 a 12 de Outubro de 1992):

Pela experiência acumulada, a Comissão Bi-Naciona, na pessoa do Sr. Darci Zanotelli, foi convidado, pela Municipalidade de San Pedro (106 anos de Emancipação Política Administrativa) para projetar e coordenar a realização da 1ª feira de San Pedro, os trabalhos forma realizados no escritório da Zanotelli em São Miguel do Oeste, no qual puderam ser observados os seguintes pontos positivos:

a)Elaboração de um bom projeto de infra-estrutura e divulgação da Feira;

b)Intercambio entre o Empresário participante;

c)Conhecimento e entrosamento entre participantes;

d)Surgimento da idéia de se estipular um Calendário único de Feiras para impedir sobre-posições de datas e propiciar a maior participação de todas as Regiões. Concordância dos Prefeitos de Oberá, Além e San Pedro, entre outros.

26 – BANDEIRA DE SAN PEDRO (1992):

A Municipalidade de San Pedro solicitou também a Comissão Bi-Nacional, na pessoa do Sr. Darci Zanotelli uma assessoria nos trabalhos de constituição dos símbolos Municipais expressados pela bandeira do Município

Após uma semana de trabalho no escritório da Zanotelli em São Miguel do Oeste,com a

Participação do Sr. Darci Zanotelli, Intendente de San Pedro Consejales, foi elaborado a primeira bandeira do município de San Pedro - Misiones AR.

27 - FORO DE INTENDENTES:

Idealizador Darci Zanotelli do Foro de Intendentes, Hoje em sua 9º edição, o Foro Permanente Regional de Intendentes nasceu após o 1º Foro Rotário pela necessidade de maior contato entre as Regiões. O 1º foi realizado em Eldorado (AR) sendo que ali já foi escolhida a sede para a realização de 2º e assim

Sucessivamente. Dava-se precedência a um País diferente em cada Foro, estando a coordenação do mesmo a cargo do sediam-te. Estes eventos são de maior importância. Apesar de falhas naturais e passíveis de solução, foram eles os principais responsáveis, no âmbito Regional, por todos os pontos positivos em favor da Integração. A partir do 4º Foro, criaram-se 4 Escritórios Regionais Permanentes: 1- Eldorado; 2- Obligado(PG); 3- Dionísio Cerqueira e 4- São Miguel do Oeste, cujo papel principal é

funcionar como banco de dados e de informações para consulta das Regiões e ser também o promotor e divulgados de encontros e ações dos mesmos em sai áreas de abrangências, dentro da Integração pretendida

Foto reunião Fórum de prefeitos (Intendientes) Posadas Misiones em 1991

28 – INTEGRAÇÃO CULTURAL E ESPORTIVA:

O Kart Clube de São Miguel do Oeste foi convidado para a inauguração do Kartódramo de San Pedro (AR), entre outras coisas.

29 – INTEGRAÇÃO TRADICIONALISTA:

São Miguel do Oeste, Paraíso e San Pedro realizaram a 1ª Calvagada de Integração Set/94.

30 - INTEGRAÇÃO COMERCIAL:

Abriram-se caminhos com várias possibilidades de intercâmbio industrial entre as Regiões.

31 - INTEGRAÇÃO SOCIAL:

Foi realizado em São Miguel do Oeste, no Clube Comercial, no dia 26 de agosto de 1992, o “Encontro Pró-Integração de Diversos Segmentos Sociais com vistas ao Mercosul”, do qual participaram: Profissionais Liberais, Imprensa, Associações Representativas do Município de São Miguel do Oeste e Eldorado.

32 – COMISSÃO BI-NACIONAL NO MERCOSUL:

A Comissão Bi-Nacional na pessoa do Sr. Darci Zanotelli foi convido a participar como assistente nos subgrupos 2 (aduaneiro) e 5 e 6 (Transporte Multímodal), do Mercosul, como reconhecimento ao seu trabalho, sua existência e importância para a integração.Participamos de sei reuniões do Mercosul, Buenos Aires, Montevidéu, Paraguai e no Brasil, Rio de Janeiro, Bel Horizonte e Florianópolis onde nos fizemos uma exposição de fotos e documentos sobre a Ponte Internacional Peperi-Guaçu.

Em reunião dos Partidos Políticos e o Mercosul em Brasília, onde teve a participação dos paises Sul Americanos, nós aproveitamos na oportunidade para divulgar a Obra da ponte Internacional e distribuímos relatórios das atividades e projetos as presentes.

Na abertura o Presidente do Senda José Sanei, parabenizou pela iniciativa dos prefeitos e Empresário e enfatizou dizendo que este feito é um exemplo para o Brasil e em especial para o Mercosul, e foi mais longe disse para o Senador Casildo Maldaner que deveria defender a sua Região. Também foi muito elogiado pela iniciativa por deputados Chilenos e Argentinos e o Presidente do Mercosul.

Foto Reunião no Senado em Brasília , Os Partidos Políticos e o MERCOSUL em 1995

Foto Presidente Darci Zanotelli participa na Reunião no Senado em Brasília os Partidos Políticos e o MERCOSUL

33 – PONTE INTERNACIONAL ANDREZITO/CAPANEMA:

O Sr. Prefeito José Fiorini, atendendo solicitação, forneceu documentos e dados técnicos como o intuito de assessorar a construção da Ponte Internacional de ligação entre Argentina (AR) e Capanema (PR).

34 – PONTE INTERNACIONAL SÃO BORJA/SAN TOMÉ:

O Governo do RGS ao marcar uma importante reunião decisória entre Secretários de Estado e Empresariado, solicitou a Comissão Bi-Nacional que explanasse a execução da Ponte Internacional Peperi-Guaçú com seus trâmites, nos âmbitos Municipal, Estadual, Federal e Internacional. Neste evento acompanhou o Sr. Presidente da Comissão Bi-Nacional o Prefeito de São Miguel do Oeste Sr. Luiz Basso.

35 – LABORATÓRIO DE BROMATOLOGIA:

Um dos primeiros frutos do Foro Regional Permanente de Intendentes surgiu para somar uma necessidade da própria Integração. Dionísio Cerqueira recebeu um laboratório de Bromatologia responsável pelo controle fitossanitário das fronteiras. Este Laboratório recebeu o reconhecimento oficial do Mercosul através de seus subgrupos ao ser convidado para fazer parte das reuniões e decisões.

36 – INDICADO DO MÉDICO VETERINÁRIO:

Pela falta de funcionários nos diversos setores Aduaneiros da Ponte Internacional Peperi-Guaçú e, no intuito de colaborar com a agilização do processo junto ao Governo Federal, e por ser a Comissão Bi-Nacional diretamente ligada e subordinada ao Itamaraty, buscou-se uma forma de auxiliar na solução deste problema.

Conseguiu-se:

a)Audiência com o Ministro da Agricultura, que solicitou a CB Nacional a indicação de um Engenheiro Veterinário, funcionário do Ministério, operando na região;

b)Foi indicado o Sr. Valdemar dos Santos de SMOeste que foi nomeado e credenciado para atuar na Fronteira de Paraíso e Dionísio Cerqueira.

37 – POLÍCIA FEDERAL:

Em audiência com o Sr. Ministro da Justiça o mesmo declarou estar impossibilitado de atender as necessidades da Ponte Internacional por falta pessoal. Foi o mesmo informado pela Comissão Bi-Nacional que em contato mantido com o Sr. Santos Neto Delegado da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, dispusera-se o mesmo a colaborar com a integração colocando o contingente de pessoal já existente na época a disposição também da Aduana de Paraíso sem prejuízo algum na qualidade e agilidade dos serviços. Aguardava apenas a determinação da Superintendência. Os contatos continuam e também a espera.

38 – RECEITA FEDERAL:

Diversas reuniões foram realizadas desde 1991, sendo maior problema a falta de pessoal. Vários contatos foram e continuam sendo feitos com o Ministério Competente. A fim de obter um atendimento razoável ao tráfego sobre a Ponte, foi proposto um trabalho conjunto com ambos os Países estabelecendo um horário temporário único de um turno e determinando como que um plantão permanece proporcionado por agentes estabelecidos em SMOeste.

39 – PALESTRAS INFORMATIVAS:

O Presidente da Comissão Bi-Nacional proferiu palestras e painéis nas seguintes instituições:

  • Rotary Internacional de Eldorado (AR);
  • Câmara do Comércio de San Pedro (AR);
  • Empresários de Major Otaño (PG);
  • Governo do Estado do Rio Grande do Sul;
  • Formandos/92 de Descanso;
  • Câmara Júnior de São Miguel do Oeste;
  • Rotary Club de São Miguel do Oeste;
  • CDL de Anchieta;
  • Mesoregião Uri Erechim RS
  • Universidades;
  • Ao Governo do Estado de Santa Catarina ( DESENVESC );

Câmara de Vereadores de Paraíso;

  • Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste;
  • Bancada Parlamentar Catarinense, Brasília
  • ZICOSUR Antofogasta, Chile
  • ZICOSUR San Salvado de Jujuy, AR
  • ZICOSUR Resistencia Chaco, AR
  • INAES Buenos Aires, AR
  • Ministério Desenvolvimento Social Buenos Aires, AR
  • FIESP São Paulo
  • Câmera de Comercio Salta, AR
  • ZICOSUR Santa Crus de la Siera, Bolívia
  • Ururo, Bolivia
  • Câmera de Turismo Barriloche, AR
  • Andrezio AR
  • Associação Comercial de São Borja RS
  • Rotary Internacional de Eldorado, AR
  • Rotary Internacional de Posadas, AR
  • Câmera de Comercio de Ituzango, AR
  • Câmera de Comercio de San Juan AR

  • Câmera de Comercio de Mendonza, AR
  • Câmera de Comercio e Turismo de Assunção, Paraguai
  • Obligado, Paraguai
  • Mayor Otaño (Paraguai)
  • INTA San Francisco AR
  • ULBRA Canoas, RS
  • UNIJUI Ijui, RS
  • UNICRUZALTA Cruz Alta, RS
  • URI Frederico Westphalen, RS

Câmara de Comercio y Municipalidade de Gobd. Ing, Valentin Virasoro AR

Câmera de Comercio de Obera, AR

  • Câmara de Comercio Exterior de Salta AR

Além de todos estes eventos importantes, um tema talvez tenha tido e terá sempre uma importância, sem o qual não pode haver verdadeira integração entre as partes. Esta, para acontecer na área comercial, deve primeiro começar com o conhecimento dos negociadores. Aí então, haverá condição para a Integração. Este tema é a Educação e Cultura. Neste assunto relevante São Miguel do Oeste também fez a sua parte.

40 – INTERCÂMBIO CULTURAL E EDUCACIONAL ENTRE

SÃO MIGUEL DO OESTE/BR E ELDORADO/AR:

Em maio de 1992, foi assinado uma carta de Intenção entre SMOeste e Eldorado desencadeando uma série de ações com vista à organização e desenvolvimento de Intercâmbio Cultural e Educacional entre estas duas Municipalidades, cuja principais medidas foram as seguintes;

a)Encontro com as comissões designadas provisoriamente Eldorado (AR) – julho 1992;

b)Designação da Comissão de Intercâmbio Cultural e Educacional – julho 1992;

c)Lei 3210, autorizando o Executivo Municipal à firmar convênio para Intercâmbios culturais, educacionais, sociais e outras providências – agosto 1992;

d)Assinatura do termo de convênio celebrado entre SMOeste e Eldorado para a realização do intercâmbio cultural e Educacional;

O Intercâmbio aconteceu entre 09 a 19 de outubro de 1992, com 18 alunos Argentinos do 2º Grau, vindos para S,Oeste, mais 06 professores da área de Matemática, História, Plástica, Literatura e Geografia. Colégios envolvidos: São José, Peperi, Santa Rita, Agrícola e Jaldyr B.F. da Silva, onde professores e alunos distribuídos, assistiam às aulas, trocavam experiências e informações. Foram alojados em casas das famílias dos alunos de SMOeste indicados para participar da experiência.

Durante a permanência dos Argentinos, em nossa cidade, foi desenvolvida uma extensa programação de visitas, excursões, festividades, oportunizando assim um conhecimento mais abrangente das tradições, usos e costumes vivenciados pelos Brasileiros.

A proposta é repetir estes eventos em etapas. Os recursos financeiros de custeio desta Integração foram garantidos pela Prefeitura Municipal de SMOeste e pela Comunidade.

De 23 de outubro a 01 de novembro, repetiu-se em sentido inverso: SMOeste/Eldorado, esta Integração. Quinze jovens e sete professores licenciados em Letras, Ciências Biológicas, Estudo Sociais, Orientação Escolar, Pedagogia e Práticas Agrícolas. Colégios envolvidos: São José, Escola Normal nº 11, Escola Agrotécnica, Escola Hindenburg, Escola do Comércio Bachilerato com Orient. Liberal Polivalente, todas com 2º Grau. Hospedagem e recursos obtidos como em SMOeste.

41 – INTERCÂMBIOS ENTRE OBLIGADO PARAGUAI

E SÃO MIGUEL DO OESTE-BRASIL:

Obligado (PG) mantém um casal residindo em São Miguel do Oeste com a finalidade de estudar as potencialidades de Integração entre as duas regiões. Chegaram em São Miguel do Oeste em setembro de 1994.

42 – CONSUL ARGENTINO:

O presidente da Comissão Bi-Nacional elaborou correspondência, com o aval do prefeito José Fiorini, endereçada ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina enviando cópia para a embaixada da Argentina no Brasil, para o Itamaraty, para o Governo da Província de Misiones e para os Presidentes de ambos os Países. Demonstrando a necessidade e a utilidade de um Cônsul permanente para São Miguel do Oeste. Sendo o mesmo designado, São Miguel do Oeste proporcionaria instalações e residência por dois anos. Após contato de praxe, a embaixada Argentina em Brasília orientou a Comissão Bi-Nacional que refizesse o pedido aumentando a oferta da residência de 2 para 3 anos. O pedido teve o acompanhamento do Ministro Marcelo Jardim do Itamaraty. Estamos aguardando a solução.

43 – RODADA DE NEGÓCIOS ENTRE OS TRÊS PAÍSES:

Durante a realização dos Foros, tanto em Posadas como em Eldorado, foram efetuadas visitas as Indústrias Locais e estabelecidos contatos e Intercâmbios Agro-Industriais especialmente em áreas como cítricos e frutas.

44 – NA ÁREA ESPORTIVA:

Estruturação de um calendário de modalidades esportivas do Mercosul Regional envolvendo os três países.

45 – CALENDÁRIO DE FEIRAS INTERNACIONAIS:

O Foro de Intendentes assumiu, através de sua Coordenação permanente (Prefeito de Eldorado Sr. Juan Carlos Hobecker) a tarefa de receber as datas e os dados das

regiões envolvidas a fim de elaborar um calendário Permanente Internacional com a finalidade de divulgar os eventos e de assessorar as suas realizações.

46 – CALENDÁRIO DE FESTAS E EVENTOS:

Nos mesmos moldes das Feiras Internacionais.

47 – ROTEIRO TURÍSTICOS REGIONAL:

A fim de divulgar os pontos turísticos das Regiões ligadas a Integração.

48 – GUIA DE CULTURA:

O 9º Foro estabeleceu a Instituição de um Guia de Cultura no qual estarão inscritos todos os estabelecimentos, artistas, eventos, feiras e etc.

49 – INTERCÂMBIO DE LÍNGUAS:

O 8º Foro estabeleceu o Intercâmbio de Línguas – Portugueses/ Castelhano e iniciar em janeiro de 1995 entre o Brasil e a Argentina em Âmbito Regional.

50 – INTEGRAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO:

A Telesc solicitou a Comissão Bi-Nacional que reivindicasse junto ao Governo de Misiones (AR) um relatório referente aos tipos de instalação de telefonia existentes na região de fronteira com o Brasil. O contato foi feito e o relatório enviado a Telesc junto com a solicitação de agilizar o procedimento para tornar a telefonia internacional da Região nos moldes da telefonia local, entre os Municípios vizinhos.

51 – LINHA DE ÔNIBUS:

Conseguiu-se uma integração por ônibus entre San Pedro (AR) até a Ponte Internacional Peperi-Guaçú, e outra de Paraíso até São Miguel do Oeste, que aconteceu duas vezes por semana. Está em estudo uma linha operada entre Oberá(AR) até SMOeste e outra de Eldorado (AR) até SMOeste, ambas passando pela Ponte e por Paraíso.

52 – CAVALGADA DA INTEGRAÇÃO:

Foi realizado em 25 de junho de 1994 a 1ª Calvagada da Integração a cidade de San Pedro (AR) envolvendo piquetes de Laçadores “Os Herdeiros da Tradição” e “Cepa Gaúcha” da cidade de SMOeste; CTG “Vento Minuano” e “Piquete Guri Atrevido” de Paraíso.

53 – RELACIONAMENTO ENTRE CÂMARAS JÚNIOR:

A Câmara Júnior de SMOeste participou de encontro com capítulos do Paraguai especialmente de Assuncion, com a finalidade de estabelecer maior participação e intercâmbio nas convenções e formar novos capítulos irmãos.

54 – INTERCÂMBIO CULTURA PARAÍSO: (10/09/94)

Recebendo grupos folclóricos da cidade de São Miguel do Oeste, com 45 participantes, de Guaraciaba, com 60 e de San Pedro (AR) com 28 participantes.

55 – ESCRITÓRIO PERMANENTE DO MERCOSUL REGIONAL:

O escritório tem participado de todos os encontros e Foros de Intendentes levando reivindicações opinando, assessorando e esclarecendo as decisões ali tomadas, pronunciando-se sempre em favor de uma participação mais democrática e eficiente de todos os organismos em favor do Mercosul.

56– RELATÓRIO DE ATIVIDADES:

O escritório tem distribuído em todas as oportunidades estes relatórios fazendo, juntamente, os esclarecimentos necessários.

57 - ATENDIMENTO AOS INTERESSADOS:

O escritório mantém suas instalações a disposição dos interessados e recebe constantemente a visita de pessoas não só do Brasil e da Argentina, mas também dos demais países interessados em informações sobre o Mercosul.

58 - RODADAS DE NEGÓCIOS:

O escritório tem participado de todas as rodadas de negócios até aqui realizadas.

59 – DEFESA DE CONQUISTA:

O escritório tem se batido, juntamente com a Presidência da Comissão Bi-Nacional em favor das conquistas feita no âmbito da integração do Mercosul Regional, bem como tem rebatido constantemente notícias e reportagens tendenciosas que visam abater os passos dados neste sentido.

60 - FEDERALIZAÇÃO DA BR 282:

O Governo Federal em 1995 encaminhou um projeto para a Estadualização de diversas rodovias Federais, entre elas a BR 282. Ao tomar conhecimento, iniciamos uma mobilização para permanência da BR 282. Dias após fomos a Brasília onde permanecemos por duas semanas, mantivemos contatos com todos os Senadores e Deputados Catarinenses para que os mesmo nos ajudassem a manter a BR 282 como uma Rodovia Federal, pois os projetos de longo prazo que foram planejados em 1990, entre eles são de transformar a BR 282 em um novo corredor alternativo para o Mercosul. Uma rodovia tipo SC não atendera as necessidades do projeto.

No dia anterior a votação, tive três importantes reuniões, com o Presidente do Senado Senador José Sarney, no seu gabinete, onde eu o informei que nós construímos a Ponte Internacional, baseados no protocolo 88 firmado por ele Presidente josé Sarney e o Presidente Raul Alfonsín. Com o Senador Pedro Simon, também conversamos sobre estes projeto e da Ponte Internacional de São Borja. Logo após, com a colaboração do Senador Wilson Kleinubing, nos reunimos com toda bancada Catarinense,

onde fizemos uma apresentação de todos os projetos e a importância para o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina. Foi entregue exemplar para bancada Catarinense, sobre o trabalho desenvolvido no período 1989 a 1995, para que eles pudessem ver a sua importância na manutenção da Federalização da BR 282.

Havia uma comissão parlamentar que estava trabalhando para a estadualização das BRs, onde também mantivemos contatos. Para aprovação do projeto alem da comissão tenham direito a votos pelo Estado de Santa Catarina o Senhor Governador Paulo Afonso Evangelista Vieira e o Secretario dos Transportes do Estado José Augusto Hülse, mantive diversos contatos dias anteriores a votação pedindo para que eles comparecessem e votassem contra a federalização, mas por motivos não esclarecidos ambos não compareceram em Brasília no dia da votação, chegou o momento esperado e o resultado nos foi favorável, mas devo deixar registrado o meu agradecimento a dois ilustres Senadores, Presidente do Senado Senador José Sarney e Senador Pedro Simon, que não mediram esforços para que a BR 282 não fosse federalizada, mas para isso eles dedicaram uma tempo especial, ouvindo e entendendo a importância dos projetos, com visão de longo prazo, essenciais para Santa Catarina como também atenderá parte do Rio Grande do Sul e parte do Estado do Paraná. Ao retornar de Brasília, fui direto a Florianópolis, me dirigi até o gabinete do Secretario dos Transportes José Augusto Hülse, eu o agradeci por ele não ter comparecido a votação em Brasília, de lá fui até o Gabinete do Secretario da Fazendo do estado Neuto Fausto De Conte, e o mesmo me acompanhou ate o Gabinete do Governador Paulo Afonso Evangelista Vieira onde também disse a ele que só estava lá para agradecer o seu não comparecimento em Brasília para votar.

Mas ele não foi diferente dos Governadores anteriores com referencia a estes projetos de Desenvolvimento e Integração, sempre trabalharam de costas para o Oeste de Santa Catarina. Mas tenho a certeza que dentro deles todos à um sentimento culpa e esta devam carregar por muitos anos, enquanto políticos ou mesmo como cidadã Catarinenses, porque tiveram a oportunidade de colabora, pois entendemos que era o dever do Estado estar a frete destes projetos, ou no mínimo ser um grande aliado, coisa que não aconteceu até o presente data, mas ficaram marcados pela historia com Governadores que não contribuíram com a Integração de Santa Catarina no contesto do Mercosul, na minha visão eles não acreditaram nos projetos de Integração, ou ego pessoal por não ter sido os idealizadores.

Em 11 de Junho de 95, decreto lei nº 9.078, publicado no diário oficio da união, a BR282 foi Federalizada.

Foto Presidente da Comissão entrega ao Presidente do Senado José Sarney um documentário sobre as obras de Integração

e solicita o sua ajuda junto a comissão que ira votar Federalização das Rodovias.

61 – ENCONTRO DOS GOVERNADORES:

A Comissão Bi-Nacional e Escritório Permanente do Mercosul Regional na pessoa do seu Presidente Sr. Darci Zanotelli foi quem viabilizou os contatos que possibilitaram a realização o primeiro encontro oficial na Historia de Santa Catarina e Misiones, dos Governadores Paulo Afonso (Santa Catarina BR) e Ramón Puerta (Misiones AR), com vistas ao agendamento e ratificações de Petrocolos.

62 – REIVINDICAÇÕES:

Sintetizando as aspirações da Região Oeste e de toda Santa Catarina, foi entregue aos Governadores, pauta de reivindicações contendo principalmente:

a)Solicitação de constituição de uma Patrulha de Manutenção Viária para os trechos: São Miguel do Oeste á Ponte Internacional e San Pedro á Ponte Internacional;

b)Asfaltamento dos trechos São Miguel á Ponte Internacional ( continuação da BR 282 e San Pedro á Ponte Internacional (continuação Ruta 22) ).

63 – INTEGRAÇÃO:

A Comissão Bi-Nacional e o Escritório Permanente do Mercosul Regional estão empenhados em valorizar sempre e cada vez mais os dois principais pontos ou vias de integração do Mercosul: Dionísio Cerqueira e Ponte Internacional Peperi-Guaçú.

64 – DESEJO DE UNIDADE E BEM COMUM:

Numa demonstração de que o Oeste e Extremo Oeste são ambos Catarinense e estão de mãos dadas em busca do bem comum, foram visitadas e convidadas as Associações Comercial e Industrial e os Prefeitos Municipais do Oeste Catarinense para o encontro dos Governadores na Argentina, entre outras, Entidades de Classe e Clubes de Serviço.

65 - MESORREGIÃO:
A Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul abrange o Sudoeste do PR, Oeste de SC e o Norte do RS, compreendendo cerca de 4 milhões de pessoas, em 415 municípios e com área total de 140 mil km².
Sua efetivação se dá devido a características de identidade histórica geradas no processo de colonização da região sul do país.

No Brasil, são 12 Mesos, e esta é uma das melhores, conforme dados apresentados constantemente por técnicos do Ministério da Integração Nacional. Do ponto de vista de desenvolvimento, a razão de ser das menos inverte a tradição das políticas ''de cima para baixo''. Com as Mesos, privilegia-se o debate com ênfase no terceiro setor - sociedade civil não governamental solidária e não lucrativa que pressiona o Estado e o mercado em defesa de projetos que nascem e se desenvolvem de baixo para cima, com iniciativas próprias

Palestra sobre ABITUR motiva Mesorregião
Foi uma surpresa para os conselheiros da Mesoregião Grande Fronteira do Mercosul a palestra de Darci Zanotelli, presidente da ABITUR (Associação Binacional de Turismo Brasil-Argentina) e Presidente da Comissão Binacional Brasil-Argentina Ponte Internacional Peperi-Guaçu . Ele discorreu sobre projetos que há 18 anos fazem parte de uma luta pessoal a fim de integrar e desenvolver Sant a Catarina e as Províncias d a fronteira da Argentina, Misiones e Corrientes.

Com o passar do tempo, a expectativa foi aumentando, se estendendo desde o Chile e se desdobrando para o Rio Grande do Sul e ao Paraná. Darci foi convidado para palestrar na reunião do conselho pelo presidente da Mesorregião Célio Bonetti. Foi sexta-feira, 16 de setembro 2005, em Erechim (RS).

No fim da exposição de Darci, a decisão da Mesoregião foi ter representantes junto às tratativas da ABITUR, e ficou aberta a possibilidade da própria Mesoregião acolher e potencializar os projetos.

Confira a seguir um resumo dos itens apresentados por Darci em Rodovias, Ferrovias, Gasoduto e no Turismo:

RODOVIA - A ponte Peperi-Guaçu une os municípios de San Pedro (Misiones) e Paraíso - São Miguel d'Oeste (Santa Catarina). Ela foi construída pela iniciativa privada dos dois países, com pouca interferência dos respectivos poderes públicos. Foi inaugurada em 1994. No Brasil faltam ser asfaltados 28 quilômetros (RB-282), na Argentina, 42 km., (Ruta Provincial 27), dessa rodovia preliminarmente batizada de Rodovia de Integração Corredor Bi-ocêanico.

FERROVIA - A Ferrovia de Integração Corredor Bi-oceânico, no projeto, liga os Oceanos Pacífico e Atlântico, ligando os portos do sul do Brasil aos portos do Chile.

Faltam ser construídos 670 quilômetros na Argentina e 305 no Brasil.
Conforme a descrição de Darci, quando essa ''espinha dorsal'' estiver concluída, a ferrovia se estenderá em ramais junto aos três Estados do Sul mais Mato Grosso do Sul

o mesmo acontecendo em províncias Argentinas.

GASODUTO - Este projeto vai da Argentina até Lages, em Santa Catarina; Erechim, Passo Fundo, Carazinho, Palmera das Missões, Panambi Ijui, Santa Rosa, Horizontina, Três Passos e Frederico Wertsphalen no Rio Grande do Sul; e Francisco Beltrão e Pato Branco no Paraná. A idéia é que em médio prazo a energia consumida com a queima de madeira seja substituída pelo gás, e que as arvores seja uma fonte de preservação da natureza e as madeira seja utilizada para geração de novos empregos e renda, na industrialização de moveis, casas e bens duráveis.

TURISMO - A Argentina tem uma coisa que o Brasil não tem: cooperativas de turismo, disse Darci. ''São cooperativas que criam roteiros turísticos e os seus associados não entram com patrimônio nenhum, mas sim com os serviços que podem oferecer, exemplos hotéis e restaurantes'', explicou. A idéia desse projeto é, fazer um trabalho conjunto entre os dois países, para manter os turistas que pretendem visitar Foz do Iguaçu, ou praias Catarinenses, para que estes permaneçam de um a dois dias em nossas Regiões. Como atrativos temos as Águas Thermais, Pedras Preciosas, Salto Yucumã maior salto longitudinal do Mundo, com 1800 mt comprimento, entre outros pontos mais conhecidos do Mercosul. ''Que não seja meramente uma passagem, que os turistas fiquem por aqui'', disse Darci.

66 – NOVA RUTA PROVINCIAL 27:

Em 2005 o Governo de Misiones através da Vialidad Provincial, inicio o estudo de construção de uma nova Ruta Provincial interligando San Pedro a Porto Rosales, Ponte Internacional Peperi-Guaçu.

Acompanhamos todo o Estudo que utilizara parte da Ruta 16 e Parte da Ruta 22, será necessária a construção de 15 km para interligar as duas Rutas que passara a se chamar de Ruta Provincial 27.

Esta prevista para o1° semestre de 2007 o termino do projeto da Ruta Provincial 27, conforme informações do Governo Provincial.

Mapa da nova Ruta 27 que liga ponte Internacional Peperi-Guaçu a Ruta Nacional 14 San Pedro.

67 - PROJETO TURISTICO JARDINES DE TE MIL HOJITAS:

Complexo Turístico-Agrícola-Forestal

Este projeto encontra-se localizado a 8 km da Ponte Internacional Peperi-Guaçu, no município de San Pedro – Misiones –AR. Foi iniciado em 2005, pelo Sr. Eduardo Aberle Diretor proprietário. Temos dado e estamos dando todo o apóio logístico e institucional, bem como de infra-estruturas, Rodovias e Aéreo Portos, para viabilizar este importante projeto que será o marco de desenvolvimento nesta Região de Fronteira.

68 - CORREDORES RODOVIARIO DE INTEGRAÇÃO BI-OCEANICO:

Em Janeiro de 1990, foi apresentada uma proposta de integração, onde foi solicitado o prolongamento da BR 282, de São Miguel do Oeste à Ponte Internacional Peperi-Guaçu. Na oportunidade foi elaborado um estudo para transformar este caminho como uma alternativa viável para um corredor de Integração entre os Paises Brasil, Argentina e Chile, visando o Mercosul. Este é um projeto com visão futurista, pois toda a Região compreendida, terá a possibilidade de um Desenvolvimento Social, Cultural e Econômico melhor a todos os seu habitantes. Sabemos das dificuldades que enfrentaremos do setor corporativo, econômico, político, mas o maior desafio será o trecho de rodovia a ser construído entre Salta ao Passo de Jama até San Pedro de Atacama Antofogasta Chile.

Nosso papel é de conscientizar os Governos e Setores Empresariais a necessidade urgente da Construção do novo Corredor Rodoviário de Integração Bi-Oceanico, por ser menos problemático no período invernal por estar localizado mais ao norte da Argentina e Chile, desta forma possibilitará uma travessia das Cordilheira dos Andes. Com menos neve e desta maneira proporcionará uma viagem segura e mais rápida da origem ao destino se compararmos com o passo de Mendoza Ruta 07 com Los Ande Ruta 060 que no inverno tem causado fechamento da rodovia por vários dias e o mais grave danos sofridos pelos transportadores que ficam retidos nos túneis e na região de Uspalata, onde tem causado seqüelas graves e morte pelo baixa temperatura na região, só por este se justificaria a construção do novo Corredor alternativo para Interligar os dois Oceanos.Podemos acrescentar que, teremos um ganho de tempo e custo, nas importações e exportações, seja entre os as Regiões envolvidos e se considerarmos os pisas Asiáticos teremos uma redução de temo algo entorno de 12 dias entre a origem e destino se utilizarmos este Corredor e os Portos Chilenos e Brasileiros.

Quem ganha na concretização deste projeto, os habitantes desta grande região pelo incremento que ela terá no seu desenvolvimento industrial e comercial, proporcionando a redução nos custos do frete para a matéria prima ou industrializada, gerando novos empregos e melhorando a qualidade de vida desta e das futuras gerações. Darci Zanotelli – Presidente da Comissão Bi-nacional Brasil/Argentina idealizador do projeto

Mapa do Corredor Rodoviária de Integração Bi-Oceanico – Brasil/ Chile projetado por Darci Zanotelli em janeiro1990

69 – CORREDOR FERROVIÁRIO BI-OCEÂNICO:

Apesar de que desde o século passado existem convênios para a interconexão das redes ferroviárias entre os países que compõem atualmente o Mercosul, as políticas militaristas de fronteira aplicadas impediram a realização de empreendimentos destas características, que provavelmente fizeram determinado uma dinâmica muito mais ágil na integração de suas economias e suas comunidades. Faz poucos anos ainda estava presente na Argentina à hipótese de um conflito com o Brasil. Nesse então não se pensava em nível do governo central sobre a possibilidade de unir através dos rios ou vias férreas aos países no espaço que hoje se denomina como Mercado Comum do Sul (Mercosul).Uma fronteira militar imaginaria com eixo Curuzu Cuatiá- Cidade de Corrientes, na província de corrientes, invalidava toda possibilidade de desenvolvimento de boa parte do território nacional Argentino, de acordo com a premissa de que ante um enfrentamento belico –toda obra de infra-estrutura de aproveitamento militar serviria de suporte a uma estratégia inimiga. Estamos falando de pontes, estradas e caminhos, redes ferroviárias, redes de energia, sistema de comunicações, estrutura de uso hospitalar, portos fluviais...

Esta concepção prejudicou imensamente ao Norte Correntino e a Província de Misiones, transformando a esta sub-região em uma das mais deficitárias do país, com referencia a infra-estrutura de todos os tipos, e freando suas imensas possibilidades de um desenvolvimento conforme com sua inserção geopolítica. Uma situação que hoje é prioritário recompor, sem entrar a considerar o que deveria ser justo e adequado Fundo de Reparação Histórica, para recuperar os anos perdidos.

Não é casual que com a ruptura do esquema militarizado de ocupação e desenvolvimento das áreas de fronteira, também se produza as reivindicações de antigas aspirações de interconexões. É assim que a hidrovia Tietê- Paraná, com os problemas derivados da falta de balizamento, de escavamento ou de comportas na represa de Itaipu, ou os problemas limítrofes com Chile e sua tensa história de desacordos, constituem hoje temas de importância na discussão de políticas integradoras entre a Argentina, Brasil, Paraguai e Chile, que hoje se adere ao citado processo integrador do Mercosul.

Da mesma forma, Províncias fronteiriças como Misiones, Corrientes, Salta e Formosa tem orientado suas políticas viáveis fazia a pavimentação de rotas que desembocam na fronteira, assim como a construção de uniões físicas em vários pontos da geografia limítrofe. Algumas destas obras já estão funcionando, outras se encontram em andamento e muitas transitam na etapa de proposta. Sem embargo, a ausência de um estudo seria que integre as vias ferroviárias aos projetos viáveis ou portuários que sejam atuantes, sinalizamos claramente um antigo e reiterado déficit nas estratégias multímodais de transporte que se propuseram para a região. Este tema, central para qualquer processo integrador, começa a mostrar agora com determinação em diversos documentos oficiais. Mas ao privilegiar se as conexões viáveis ou colocar maior ênfase nas fluviais-não transversais ao eixo continental, é decidir que não servem como ligação inter-oceânica.

Este projeto foi lançado em dezembro de 1996, na cidade de São Miguel do Oeste, SC, pelo seu Idealizador Sr. Darci Zanotelli e Daniel Liano, foi apresentado aos representantes do Governos Federal Argentino, do Estado de Santa Catarina e da Província de Misiones AR, e empresários Brasileiros.

Em dezembro de 1996, em São Miguel do Oeste nas dependências do salão do San Willa”s Hotel, foi feito o lançamento pela Camisão Bi-nacional o projeto do Corredor Ferroviário Bi-ocêanico, foi feita a apresentação do projeto pelo Sr. Darci Zanotelli, e teve a participação de Representantes do Governo Argentino. Foi elaborado um estudo de viabilidade logística, financeira e técnico para recuperação de parte da malha existente e construção da nova malha complementar entre Herval do Oestea Corrientes Argentina, este trabalho foi feito pelo Consultor Carlos Boero, Daniel Liano e Darci Zanotelli, tendo como resultado um estudo com duração de três anos de trabalho para sua conclusão redigida em quarenta e quatro paginas que relatam as malhas existentes nesta corredor, bem como seu potencial de produtos a serem transportados em ambos os sentidos do projeto, seus investimentos e o desenvolvimento social e econômico que este projeto trará ao longo do seu percurso, alem de baratear os custos doas fretes para os produtos com saída e entrado no Oceano Pacifico para Argentina e Brasil.

O projeto foi protocolado junto ao Governo Federal Argentino, da mesma forma foi apresentado ao Governo Brasileiro, Ministério de Relações Exteriores Ministro chefe da América meridional I Dr. Marcelo Jardi, ao Ministro dos Transportes Alfredo Nacimento, Secretario do DNIT José Augusto Valente, Senadores Neuto Fausto De Conto, Edeli Salvatti, Jose Sarnei, Pedro Simon e Deputados Federais e Estaduais, CNT Confederação Nacional de Transportes Catarinense e para Fiesp Federação das Industrias do Estado de São Paulo

Atualmente os Governos de Misiones AR e de Santa Catarina em especial a ZICOSUR e o Governo Federal estão apoiando de todas as formas este grande projeto para o desenvolvimento Social e Econômico das regiões envolvidas.

Mapa do traçado do Corredor Ferroviário de Integração Bi-oceanico Brasil Chile 1995 Idealizador Darci Zanotelli

70 – PROJETO GASODUTO ARGENTINA/BRASIL:

Em março de 2001, em São Miguel do Oeste, no auditório do Centro Empresário Andrômeda, foi lançado o projeto do Gasoduto Argentina/Brasil, na oportunidade

estiveram presentes secretários de estado de Santa Catarina e da Província de Misiones e empresários. Este projeto teve sua origem após diversas reuniões entre o Sr. Daniel Llano pela Província de Misiones AR e o Sr. Darci Zanotelli pelo Brasil. Após o lançamento ouve diversas reuniões interministeriais entre os governos de Misiones e Santa Catarina sobre o gasoduto, tem como adjetivo atender as regiões do Extremo Oeste Catarinense até o Planalto Serrano, Sudoeste do Paraná e Região da Produção, Norte e Alto Uruguai Gaúcho.

Estamos trabalhando junto ao governo Federal Argentino para que seja alterada alei vigente sobre o projeto do Gás NEA, para que este seja um duto de exportação, assim estaria contemplando o abastecimento de Gás Natural, as Regiões fronteiriças da Argentina com os Estados Brasileiros de SC/RGS e PR..

Objetivos e Justificativas:

Que, o desejo comum de idéias e projetos de integração entre o Gov. Catarinense, Gov. Misioneiro para o fortalecimento do desenvolvimento sustentável Estadual e Regional;

Que, o projeto de Desenvolvimento Gasifico Internacional e a construção do Gasoduto Regional, possa ampliar as perspectivas para o crescimento conjunto, facilitando o acesso do Gás Natural aos setores produtivos de Santa Catarina, nas industrias, Celulose, Cerâmicos em especial as Agroindústrias localizadas na região Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina representam o maior conglomerado de Agroindústrias da América do Sul, como também o setor automotivo e domiciliar;

Que a as arvores nativas e cultivadas hoje consumidas para geração de energia para as indústria, em forma de lenha ou carvão vegetal, sejam preservadas as nativas para conservação ambiental do eco-sistema de nosso planeta que muito se tem discutido e poucas ações temos feito, as arvores de reflorestamento cultivado devemos utilizar como matéria prima para indústrias, como geradoras de emprego e renda aos habitam desta e de outras regiões.

Que este empreendimento permitirá que as nossas indústrias sejam mais competitivas neste mundo globalizado, para que o transporte automotivo seja á mais econômico e que possa melhorar a qualidade de vida dos nossos habitantes;

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